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Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

09/08/2017 21:45

Ministério Público do Trabalho pede bloqueio de verbas da Santa Casa

Nyelder Rodrigues

O MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul) pediu à Justiça o bloqueio de verbas da Santa Casa. A medida é justificada pela paralisação das atividades de 60% dos trabalhadores dos setores administrativos e de enfermagem, além de iminente greve dos médicos do hospital.

O pedido foi protocolado nesta quarta-feira (9) como forma de regularizar o reiterado atraso no pagamento dos vencimentos mensais de seus profissionais. O bloqueio seria imediato.

A ação, segundo o MPT, teve origem em denúncia formalizada pelo Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul). Não sendo possível o julgamento imediato da causa, o MPT solicita que haja o deferimento da tutela provisória.

"A alegação para o descumprimento da norma, concernente na falta de repasses de recursos do Sistema Único de SaúdeSUS, por parte do Município de Campo Grande, do Estado de Mato Grosso do Sul, bem como pela União, não pode subsistir, pois a relação mantida entre o empregador e seus provedores de recursos não pode prejudicar terceiros, notadamente seus empregados", destaca o procurador do MPT, Paulo Douglas Almeida, no requerimento.

Além disso, o procurador alerta que "podemos chegar ao ponto de a população de Campo Grande ficar sem Pronto Atendimento, como de fato já está".

Greve - Os profissionais de enfermagem da Santa Casa entraram em greve na terça-feira (8), como protesto e cobrança do pagamento do salário do mês de julho. Apenas 30% da categoria permanece trabalhando.

A enfermagem tem 1,4 mil funcionários no hospital, sendo 450 por plantão. Também na terça-feira (8), cerca de 500 administrativos paralisaram as atividades porque não receberam o salário de julho.

 

Ontem, a Santa Casa informou aos grevistas que aguarda posicionamento da prefeitura. O hospital recebe repasse mensal de R$ 20,2 milhões da prefeitura e, num novo contrato, solicitou reajuste para R$ 23 milhões. Contudo, o poder público não aumentou o valor, sob compromisso de reduzir a demanda de atendimento em 30%.

 

Em junho deste ano, atendendo a pedido do MPT, a Justiça do Trabalho confiscou os valores necessários ao pagamento dos salários dos médicos, sanando com isso a irregularidade que daria razão à greve daquela categoria.




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