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Capital

Monitor aponta que Capital está sem leitos de UTI vagos para doenças em geral

Há cinco vagas em unidades dedicadas a pacientes com coronavírus, a fim de evitar infecção hospitalar

Por Guilherme Correia e Caroline Maldonado | 20/01/2022 10:29
Leito de terapia intensiva no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, na Capital. (Foto: Reprodução/Governo estadual)
Leito de terapia intensiva no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, na Capital. (Foto: Reprodução/Governo estadual)

De acordo com dados da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), disponíveis na Sala de Gestão e consultados na manhã desta quinta-feira (20), o município de Campo Grande tem 156 pacientes internados em leitos de terapia intensiva gerais e que há, atualmente, 156 leitos disponíveis. Desta forma, todas as vagas estariam preenchidas.

A plataforma também aponta 24 internados com covid nas 29 unidades dedicadas apenas a esse tratamento - isto é, há cinco vagas. Vale lembrar que as alas destinadas ao coronavírus foram separadas a fim de evitar infecção de outros pacientes que não tenham a doença.

Barra verde, à direita, indica ocupação em "UTI geral adulto"; ao lado, a barra amarela, mostra ocupação em "UTI covid adulto". (Foto: Reprodução)
Barra verde, à direita, indica ocupação em "UTI geral adulto"; ao lado, a barra amarela, mostra ocupação em "UTI covid adulto". (Foto: Reprodução)

Ao Campo Grande News, o secretário-adjunto de Saúde, Rogério Márcio Souto, explica que a Capital chegou a ter mais de 350 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) durante o pico de casos graves da pandemia, no segundo trimestre de 2021, mas que houve redução na oferta de leitos, conforme os pacientes iam reduzindo, a fim de evitar custos desnecessários.

Hoje, segundo ele, há 188 leitos de terapia intensiva no município - três a mais que o indicado na Sala de Gestão - entre os contratados, conveniados ou “previstos”.

“Os previstos são os que têm contrato já com o hospital e, se necessário, vamos utilizá-lo. Então, não estamos pagando por esses leitos, porque não estamos utilizando, mas já estão disponíveis por contrato.”

Souto informou dados referentes a ontem, quarta-feira, que indicavam haver taxa de 92% de ocupação global dos leitos de terapia intensiva, ou seja, de todas as doenças.  “Esse índice é preocupante, temos aí, um aumento de casos. Porém, a vacinação está contribuindo muito no controle da doença, já que, no ano passado, chegamos a ter mais de uma centena de mortes em um dia.”

“Agora está sendo diferente, temos uma lotação de UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] e unidades básicas, mas é em função de todas as doenças respiratórias. O número de mortes [pela covid] está menor. A situação se inverteu, há um número de mortes menor em função das doenças respiratórias.”

Já registros publicados pela SES (Secretaria Estadual de Saúde), também na manhã de hoje, indicam que 62% das unidades de toda a macrorregião de saúde de Campo Grande - que engloba outros municípios, nos quais pacientes podem ser encaminhados -, estão ocupadas.

Segundo o secretário-adjunto, os pacientes de coronavírus estão em setores específicos do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e da Santa Casa de Campo Grande.

Prevenção - Para além das medidas individuais que a população pode ter, como forma de evitar infecção pelo coronavírus - uso de máscaras adequadas, distanciamento social e higienização das mãos -, além de completar o esquema vacinal e reduzir chance de casos graves da doença, o secretário-adjunto ressalta algumas das ações da prefeitura como forma de reduzir taxa de contágio.

Com relação a barreira sanitária, ele informa que continuam em funcionamento no Aeroporto Internacional de Campo Grande e na Rodoviária e oferecem cerca de 200 doses de imunizante e 50 testes por dia. “Por dia, Campo Grande faz cerca de 4 mil testes rápidos e há previsão de receber, hoje, mais exames do Estado.”

Conforme a Sesau, mais de 145,7 mil campo-grandenses tiveram covid, desde o início da pandemia, dos quais 4.118 morreram.

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