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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

04/02/2011 20:47

Moradores apontam 13 justificativas para cortar figueira da Rua Brilhante

Jorge Almoas

Lixo, insegurança e até macumba são motivos que vizinhança utiliza para poda definitiva de árvore centenária

Lindoarte diz que preservação deve ser feita na Amazônia e Pantanal (Foto: Simão Nogueira)Lindoarte diz que preservação deve ser feita na Amazônia e Pantanal (Foto: Simão Nogueira)

A polêmica envolvendo a poda definitiva de uma figueira centenária localizada na Rua Brilhante ganhou 13 justificativas levantadas pela vizinhança, que respaldam o pedido de mais de dois anos que uma moradora fez à Justiça solicitando autorização para cortar a árvore.

Os moradores e comerciantes que estão localizados no entorno da figueira são unânimes em seu desejo: querem que a árvore venha abaixo.

Alexandra Andrade, 30 anos, que possui comércio na frente da árvore cita alguns dos 13 motivos.

“Essa árvore impede que o pedestre utilize a calcada, forçando-o a transitar pela rua, correndo risco de ser atropelado. As raízes da figueira avançaram e tomaram a faixa da direita. Eu medi, as raízes obstruem cerca de um metro na rua”, disse Alexandra.

Valdely aponta onde raízes da figueira destruíram sua casa (Foto: Simão Nogueira)Valdely aponta onde raízes da figueira destruíram sua casa (Foto: Simão Nogueira)

Os outros 11 motivos são prejuízo na rede de esgoto – que está tomada pelas raízes da árvore centenária – resultando em bueiros entupidos e alagamento quando chove; os galhos caem e causam prejuízos e acidentes; as folha e galhos são recolhidos pelos moradores, mas a coleta de lixo não leva o material; a árvore está próximo a casas noturnas e bares, o que torna o local ponto escolhido para ocorrência de crimes e consumo de drogas.

“Encontrar lixo jogado aqui é comum. Mas teve vezes que achamos animais mortos e até macumba. Além disso, as raízes acumulam agia e se tornam criadouros do mosquito da dengue”, complementa a comerciante.

A altura da árvore prejudica a rede elétrica, cria um ambiente escuro e perigoso. “Não queremos que a poda da figueira seja prejudicial ao meio ambiente. Mas ela já está atrapalhando”, cita João Cândido Barbosa Xavier, 46 anos, proprietário de uma loja de material de construção.

João Cândido guarda fotos de todo o problema que a árvore vem causando. “Eu usava a figueira como referência, para dizer que minha loja era ao lado. Mas agora, acumula lixo, água parada, é escuro, perigoso e não se pode nem construir uma calçada. Como é que um cadeirante passa por aqui? Ele acaba se arriscando na rua”, justifica o comerciante.

Ele relata que quando funcionava uma lanchonete do lado oposto à figueira, o local servia de banheiro e até motel em local público. “Enquanto a Justiça não emitir notificação barrando a ação, o corte está mantido”, afirmou João.

João Cândido guarda fotos que registram problema causado pela figueiraJoão Cândido guarda fotos que registram problema causado pela figueira

A aposentada Idelcy Silva, de 76 anos, mora a uma quadra da “árvore do problema”. Ela conta que costuma fazer caminhadas pelo bairro, mas quem quando chega ao trecho da figueira, acaba passando pela rua. “Quase fui atropelada hoje. É um perigo isso aqui. Se fizerem abaixo-assinado para cortar, eu participo”, disse.

Para o dona de uma loja de móveis para escritório, Lindoarte Tavares da Silva Neto, a preocupação com o meio ambiente pode ser feita em outro local. "Essa árvore impede a passagem, acumula água pro mosquito da dengue. É um problema", arremata.

Ele diz que instalou piso tátil em frente à sua loja, para deficientes visuais, mas que, ao chegar próximo à árvore, a pessoa cega precisa desviar. "Foi um investimento sem uso", disse Lindoarte.

Raízes e galhos tomam faixa da direita, atrapalhando tráfego em linha de transporte coletivoRaízes e galhos tomam faixa da direita, atrapalhando tráfego em linha de transporte coletivo

“A raiz da árvore entra por debaixo da terra e abre buracos dentro da minha casa. É uma árvore bonita, mas está causando muita destruição”, reclama o marceneiro Valdely Braga dos Santos, 38 anos, que mora em uma meia-água ao lado da loja de material de construção de João Cândido.

O marceneiro tenta defender o meio ambiente, mas seu problema acaba falando mais alto. “Sou contra o corte da árvore. Mas por conta desse transtorno, quero que arranque até a raiz”, enfatiza Valdely.



Tenho problema com arvores gigantescas, em frente de minha casa mas do outro lado da rua. Sua raizes atravessaram sob o asfalto, entraram em meu jardim e estão sob minha casa. Já arrebentaram duas vezes a rede de esgoto. Há mais de dez anos solicito que a Prefeitura faça alguma coisa mas NADA. Os galhos atravessaram sobre a rua e estão sobre minha casa e as folhas entopem as calhas( Há mais de dez anos ). Já pedia a Prefeitura que pode os galhos sobre minha casa ( que continuam crescendo ), aos Bombeiros, Defesa Civil, Força e Luz, até ao Promotor do Meio AMBIENTE. Chegaram a dizer que eu precisava de um LAUDO da Unicamp... Ninguém autorizou a poda. Não posso contratar uma Empresa para a poda pois é necessario INTERROMPER o transito da rua, CORTAR a LUZ enquanto for feito o serviço, etc, e ninguém autoriza e nem quer . Dizem que não há prejuizo coletivo e sim só meu, de modo que nada pode ser feito...
 
joão cunha em 25/04/2011 11:51:41
Nossa!!! qta gente ignorante,sem consciência e respeito pela natureza.Parabéns!aos poucos consciente...Vale lembrar, ao desavisados q, onde existe área urbana hoje,já foi MATA PRIMÁRIA,mas infelizmente o ser humano ainda não conseguiu evoluir o suficiente para conviver em plena harmonia com a FAUNA e FLORA.Gostei da maneira sábia q Oswaldo Junior, fez seu manifesto.
 
neide de oliveira em 07/02/2011 10:28:19
Sr João, tenho que discordar em gênero, número e pessoa, se o sr não gosta de árvores, por que não se muda de Campo Grande e vai para o Rio de Janeiro ou São Paulo, lá tem bastante asfalto, prédio, poluição muita enchente e quase nada de árvore, e além disso muita preguiça em limpar e cuidar do local onde se mora, não se trata de uma árvore em específico, isso acontece em toda a cidade, essa figueira é só mais um caso de arrogãncia por parte de algumas pessoas.
 
Oswaldo Junior em 06/02/2011 11:00:35
Quem gosta de árvore , natureza, ar puro , que vá morar no mato pombas..........vai morar no pantanal perto da barranca do rio.......
 
João Tertuliano Barbosa Mariano em 05/02/2011 11:26:09
Assim é Campo Grande, uma simples figueira, que atrapalha o transito de pessoas, destrói casas, merece tanta discussão. Essa arvore deveria ter sido cortada há masi de 10 anos. Agora vão querer compara-la com situações do Pantanal ou Amazonia, para com isso, derruba logo e planta dois ou três pés de ficos ou outro espécie, que fica mais ajeitado.
 
Milton Silva em 05/02/2011 10:39:00
Em tempos de aquecimento global, vemos uma arrogância tremenda por parte da população e do poder público, a população reclama dos problemas causados por essas chuvas cada vez mais fortes, e vemos cenas como essas, as pessoas por preguiça de limpar ou por pura ignorância querem acabar com todo tipo de árvore que esta nas ruas e casas da nossa cidade, será que os exemplos de SP, BH, e do Rio de Janeiro em relação aos problemas climáticos não bastam e ainda querem acabar com nossas árvores???!!!

E que seja bem vindo o calor insuportável e adeus as sombras agradáveis.
 
Oswaldo Junior em 05/02/2011 10:35:51
uma absurdo essa decisão.
a figueira só traz prejuizos com sua raizes que entopem tubulações de esgoto ,águas pluviais e danifica pisos das residencias ,calçadas e ruas.
O PLANTIO DA FIGUEIRA É PROIBIDO EM VÁRIAS CIDADES DO PARANÁ.
demagogia pura essa decisão de proibir a retirada.
 
Sergio Santos em 05/02/2011 10:06:49
È só recorrer. Tirar essa coisa feia do passeio público.
 
valter antunes em 05/02/2011 09:54:16
Mas que é uma árvore bonita é. Uma pena.
 
maximiliano nahas em 05/02/2011 08:21:59
a árvore chegou primeiro.Os outros é que deveriam se retirar.
 
Calvin Dias em 05/02/2011 08:14:39
Eu creio que se houver realmente interesse em preservar a árvore as pessoas prejudicadas deveriam ser indenizadas,tal como,o desvio da calçada para o lado do muro,as raízes que estão estourando paredes e após manutenção da mesma.
 
NILSON FRANCO DE OLIVEIRA em 05/02/2011 07:31:01
Sou a favor da natureza sim, mas se está prejudicando o crescimento e atrapalhando a vida de muitos moradores, infelizmente a poda é a unica alternativa.
 
Luiz Fernando em 05/02/2011 07:05:49
Quando nasceu, tudo era felicidade. Tranquilidade. Paz. De repente, tudo começou a mudar. Mataram seus irmãos, seus pais, seus filhos... Cercaram-na de concreto, ferro, aço, resíduos de petróleo... Mudaram sua paisagem. Usaram-na como depósito de sujeira, animais mortos, lixo... E, quando estava sozinha, triste, decidiram retalhá-la e extirpá-la até a raiz. De longe, o Todo Poderoso pensou: - Ah... o ser humano! É um ser tão privilegiado, tem tudo para viver bem, de forma saudável e feliz, mas causa tanta destruição...
 
Gilberto Ramos em 05/02/2011 02:57:09
Eu morei em uma vila que ficava em frente a figueira no inicio dos anos 80, quando Campo Grande era uma cidade mediana e a avenida Brilhante não tinha 1/4 do trânsito de hoje. Vendo os argumentos prós e contras sinto que é melhor cortar. Isto me lembra a polemica dos trilhos passando pelo meio da cidade. Quem acompanhou o transtorno que era sabe do que estou falando.Foram lá e tiraram o trilho e com isto a cidade melhorou bastante. Estou citando isto para exemplificar que tem coisas que ficaram meio anacronicas levando-se em conta o porte que a cidade tomou.
Campo Grande tem arvores centenárias em lugares de menos risco.
Esta figueira faz parte de uma Campo Grande que não existe mais. Se conformemos...
 
Jose Fábio de Castro Santos em 04/02/2011 10:44:39
Reinvindiquem melhores condições urbanas, arborização... Muitos reclamam da arvore, mas poucos lembram os benefícios que ela dá. Sombra, umidade, se torna um micro ambiente de muitas especies, diminui as rajadas de vento que podem destelhar casas, além de ser bela. No meu ponto de vista o certo era desobistruir o que encomoda as raizes reformar o asfalto proximo a ela a calçada, iluminar, etc.
 
Adriano lima em 04/02/2011 10:36:35
É... a modernidade consumiu a árvore... como será se isso for aplicada a todas? Pensem nisso!
 
Angela Brites Barbosa em 04/02/2011 09:24:28
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