A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 21 de Abril de 2019

15/02/2019 10:47

Moradores da Vila Popular monitoram rio com medo de novas enchentes

No bairro, moradores perderam tudo depois de serem surpreendidos pela enchente na quarta-feira

Bruna Kaspary e Ronie Cruz
Surpreendidos pela chuva, moradores colocam tudo o que perderam para fora de casa (Foto: Ronie Cruz)Surpreendidos pela chuva, moradores colocam tudo o que perderam para fora de casa (Foto: Ronie Cruz)

No bairro onde os moradores perderam tudo depois da enchente de quarta-feira (13), a insegurança e medo predominam entre aqueles que vivem às margens do rio Imbirussu e se veem obrigados a acompanhar o nível dele para não serem pegos de surpresa novamente. Eles estão desde aquela madrugada sem conseguir dormir.

A dona de casa Joquimara Alves diz que a situação no bairro é lamentável e que desde quarta ninguém no bairro consegue ficar tranquilo a ponto de descansar. “Olha, ninguém dorme, né?! A gente está fazendo revezamento para ver se o rio não sobe de novo”, comenta.

Ela lembra que próximo à casa deles existe uma represa que, para ela, é o motivo de acontecer essas enchentes. “O pessoal abriu as comportas na quarta-feira de manhã, e de tarde ela já estava fechada de novo”, reclama. Ela fala que constantemente essa comporta é fechada e, quando se abre, a força da água é muito grande.

A família de Maíra perdeu tudo, restando na sala somente um tapete (Foto: Ronie Cruz)A família de Maíra perdeu tudo, restando na sala somente um tapete (Foto: Ronie Cruz)

A família de Maira Alves de Oliveira, de 34 anos, foi uma das mais atingidas pela enchente e perdeu tudo depois de a água invadir a casa que ela, o marido e os dois filhos moram. Hoje o mais novo dos meninos, de três anos, tem apenas um par de tênis para usar e, com medo de a água entrar na casa dela de novo, a pedagoga tem guardado toda a comida que restou em garrafas pets.

“Eu não dormi desde quarta, cheguei a tomar remédio para isso, mas não consegui”, lamenta Maira. A pedagoga ainda lembra que, depois que a água baixou e ela começou a fazer a limpeza da casa, retirou pelo menos cinco ratos que invadiram a casa junto com a enchente.

Em entrevista ao Campo Grande News, o prefeito Marquinhos Trad informou que o pessoal atingido pela enchente está em uma área irregular e que eles sabem que correm riscos por permanecer no local. “Como eles podem ser chamados de moradores irregular se pagam IPTU?” questiona a pedagoga.

O marido dela, Paulo Sérgio Lencina Spíndola, de 47 anos, comenta que hoje à tarde cerca de 20 famílias irão se reunir com um advogado porque pretendem entrar com uma ação coletiva pedindo uma indenização da prefeitura depois dos estragos causados pela enchente.



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions