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Capital

Morte de Mayara completa 1 mês com suspeito livre e pedido por Justiça

“Ele quer se apresentar, mas não quer ficar preso”, diz defesa do principal suspeito

Por Aline dos Santos | 14/10/2017 09:47
Mayara, de 18 anos,  foi morta em casa na noite de 15 de setembro. (Foto: Arquivo pessoal)
Mayara, de 18 anos, foi morta em casa na noite de 15 de setembro. (Foto: Arquivo pessoal)

O assassinato de Mayara Fontoura Hosback, 18 anos, completa um mês amanhã (dia 15) com o principal suspeito livre, apesar de prisão preventiva decretada, e a família da vítima pedindo por Justiça.

Na noite de 15 de setembro, a jovem foi encontrada morta no interior de sua residência, no bairro Universitário, em Campo Grande. A vítima apresentava perfurações na região do pescoço e havia uma tesoura coberta de sangue sobre a cama.

Os indícios convergem para crime de feminicídio e para Roberson Batista da Silva, que era namorado de Mayara. No último dia 16, a juíza plantonista decretou a prisão preventiva do acusado, sob os fundamentos da “ordem pública” e da “conveniência da instrução criminal”, mas o réu segue foragido.

“Ele quer se apresentar, mas não quer ficar preso”, afirma o advogado Ilton Hashimoto, que atua na defesa de Roberson, neste sábado ao Campo Grande News. No começo de outubro, a família da jovem fez caminhada na avenida Afonso Pena, expondo a dor pelo crime na principal via de Campo Grande. O pedido era a prisão do suspeito e tributo à memória de Mayara, lembrada como uma moça feliz e de bem com a vida.

Há seis anos, “Robinho”, como é conhecido, foi preso por atirar três vezes e quase matar a ex-mulher. Por outras 11 vezes foi denunciado por violência doméstica. Ele recebeu alvará de soltura e foi liberado no dia 14 de setembro, um dia antes de a jovem ser morta.

"Serviço está feito" - Conforme boletim de ocorrência, a jovem foi encontrada nua sobre a cama com parte do corpo coberto com edredom. Havia sangue no colchão, nas cobertas e algumas manchas no banheiro (no interruptor e na parede). A tesoura, usada no crime foi localizada coberta de sangue ao lado do corpo, que já estava em rigidez cadavérica.

À polícia, uma testemunha contou que na quinta-feira à noite, quando saía para trabalhar, viu a vítima com roupa de academia. Pouco tempo depois avistou o suspeito chegando em um veículo Fiat Siena prata, provavelmente um Uber. O autor entrou na residência, na sequência, o irmão da vítima saiu e foi trabalhar.

A irmã de Mayara foi quem chamou a polícia. Ela ficou sabendo do homicídio quando foi informada pelo marido, que está preso.

Segundo parentes da vítima, após o crime, ele ligou para o marido da irmã de Mayara, que está preso, e confessou o assassinato dizendo: “o serviço está feito”.

Feminicídio - A Lei 13.104, de 9 de março de 2015, alterou o código penal para incluir mais uma modalidade de homicídio qualificado, o feminicídio: quando crime for praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino.

Roberson Batista da Silva, 32 anos, é suspeito pelo crime.  (Foto: Arquivo Pessoal)
Roberson Batista da Silva, 32 anos, é suspeito pelo crime. (Foto: Arquivo Pessoal)
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