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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

14/10/2017 09:47

Morte de Mayara completa 1 mês com suspeito livre e pedido por Justiça

“Ele quer se apresentar, mas não quer ficar preso”, diz defesa do principal suspeito

Aline dos Santos
Mayara, de 18 anos,  foi morta em casa na noite de 15 de setembro. (Foto: Arquivo pessoal)Mayara, de 18 anos, foi morta em casa na noite de 15 de setembro. (Foto: Arquivo pessoal)

O assassinato de Mayara Fontoura Hosback, 18 anos, completa um mês amanhã (dia 15) com o principal suspeito livre, apesar de prisão preventiva decretada, e a família da vítima pedindo por Justiça.

Na noite de 15 de setembro, a jovem foi encontrada morta no interior de sua residência, no bairro Universitário, em Campo Grande. A vítima apresentava perfurações na região do pescoço e havia uma tesoura coberta de sangue sobre a cama.

Os indícios convergem para crime de feminicídio e para Roberson Batista da Silva, que era namorado de Mayara. No último dia 16, a juíza plantonista decretou a prisão preventiva do acusado, sob os fundamentos da “ordem pública” e da “conveniência da instrução criminal”, mas o réu segue foragido.

“Ele quer se apresentar, mas não quer ficar preso”, afirma o advogado Ilton Hashimoto, que atua na defesa de Roberson, neste sábado ao Campo Grande News. No começo de outubro, a família da jovem fez caminhada na avenida Afonso Pena, expondo a dor pelo crime na principal via de Campo Grande. O pedido era a prisão do suspeito e tributo à memória de Mayara, lembrada como uma moça feliz e de bem com a vida.

Há seis anos, “Robinho”, como é conhecido, foi preso por atirar três vezes e quase matar a ex-mulher. Por outras 11 vezes foi denunciado por violência doméstica. Ele recebeu alvará de soltura e foi liberado no dia 14 de setembro, um dia antes de a jovem ser morta.

"Serviço está feito" - Conforme boletim de ocorrência, a jovem foi encontrada nua sobre a cama com parte do corpo coberto com edredom. Havia sangue no colchão, nas cobertas e algumas manchas no banheiro (no interruptor e na parede). A tesoura, usada no crime foi localizada coberta de sangue ao lado do corpo, que já estava em rigidez cadavérica.

À polícia, uma testemunha contou que na quinta-feira à noite, quando saía para trabalhar, viu a vítima com roupa de academia. Pouco tempo depois avistou o suspeito chegando em um veículo Fiat Siena prata, provavelmente um Uber. O autor entrou na residência, na sequência, o irmão da vítima saiu e foi trabalhar.

A irmã de Mayara foi quem chamou a polícia. Ela ficou sabendo do homicídio quando foi informada pelo marido, que está preso.

Segundo parentes da vítima, após o crime, ele ligou para o marido da irmã de Mayara, que está preso, e confessou o assassinato dizendo: “o serviço está feito”.

Feminicídio - A Lei 13.104, de 9 de março de 2015, alterou o código penal para incluir mais uma modalidade de homicídio qualificado, o feminicídio: quando crime for praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino.

Roberson Batista da Silva, 32 anos, é suspeito pelo crime.  (Foto: Arquivo Pessoal)Roberson Batista da Silva, 32 anos, é suspeito pelo crime. (Foto: Arquivo Pessoal)


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