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07/04/2016 12:07

Morto em confronto com a polícia respondia por 50 homicídios no Pará

Natalia Yahn e Viviane Oliveira
Rosival e Bruno foram presos e apresentados hoje (7) no Garras. (Foto: Marcos Ermínio)Rosival e Bruno foram presos e apresentados hoje (7) no Garras. (Foto: Marcos Ermínio)

O homem morto em confronto com policiais do Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e do GPE (Grupo de Pronto Emprego), da Polícia Civil do Estado do Pará, foi identificado como Oziel Barbosa, 27 anos.

Segundo informações da Polícia Civil do Pará, Oziel estava envolvido em 50 homicídios e morreu na tarde de ontem (6), após atirar contra cinco policiais do Garras e do GPE, que também revidaram. O tiroteio aconteceu em uma casa alugada, onde Oziel se escondia, na Rua Torre do Alto, no Jardim Seminário. Nenhum policial ficou ferido na ação, mas o criminoso foi atingido com um tiro no tórax e morreu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida.

Em entrevista coletiva realizada na manhã de hoje (7) os delegados do Garras, Edison dos Santos Silva e Fábio Peró, explicaram que a captura de Oziel era planejada desde a semana passada. Os policiais do GPE chegaram à Capital na quinta-feira (31), com informações que levariam a prisão do criminoso, que tinha sete mandados de prisão em aberto por crimes de roubo a banco, tráfico de drogas e homicídios, dos quais ele tinha envolvimento como mandante e executor.

Jovem e considerado de alta periculosidade, Oziel era chefe do “comando classe a” (também conhecido como CCA), que atua na região de Altamira (PA). Na abordagem os policias foram surpreendidos com a reação de Oziel, que abriu o portão da garagem e disparou três vezes, com um revólver calibre 38. “Porém a arma estava com o tambor aberto, alterado para uso de munição 357, que é de uso restrito e derruba até avião”, afirmou Peró.

A polícia acredita que até mesmo o apelido de Oziel, que era chamado de Chili (El Chili, era considerado o braço direito de Pablo Escobar, narcotraficante colombiano que foi morto em 1993), tenha ligação com o tráfico de drogas.

E foi por negociar uma tonelada de maconha, que o criminoso foi encontrado. Ele vivia na casa onde foi morto, há um mês, e tentava levar a droga para o Nordeste do País, porém o crime não foi concretizado.

Prisões – A investigação conjunta entre as polícias de Mato Grosso do Sul e do Pará prendeu outros dois comparsas de Oziel, que foram apresentados hoje (7). Bruno Quadro das Neves, 28 anos, estava foragido do presídio de Santarém (PA), onde cumpria prisão por tráfico de drogas e roubo e Rosival Fernandes da Cruz, 47 anos, foi preso por apresentar documento falso.

Ambos foram abordados na manhã de ontem (6), na região da antiga rodoviária, no Centro da Capital, e apresentaram documentos falsos, mas depois confirmaram ser comparsas de Oziel. Os dois acabaram entregando o colega e informando o endereço dele à polícia. Na residência alugada tinha poucos móveis, apenas cama, geladeira e fogão, mas era de boa qualidade. 

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