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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

28/11/2014 10:44

Motociclista sem CNH vai a júri por dirigir na contramão e matar criança

Ludyney Moura
Acusado nega o crime e diz que estava jogando bola na hora do acidente (Foto: Alcides Neto)Acusado nega o crime e diz que estava "jogando bola" na hora do acidente (Foto: Alcides Neto)

Acusado de atropelar e matar João Carlos de Freitas Souza, de apenas 3 anos de idade, no começo de novembro de 2013, no Bairro Tarsila do Amaral, região norte da Capital, Jefferson Cosmo da Silva Francisco, 22 anos, que está preso há um ano, foi a juri nesta sexta-feira (28) na Capital.

O réu está sendo julgado por homicídio qualificado por emprego de meio cruel, com recurso que dificultou a defesa da vítima e por dirigir sem carteira de habilitação. O julgamento acontece na 2ª Vara do Tribunal do Juri de Campo Grande.

Aparentando tranquilidade, Jefferson negou as acusações. “Eu estava jogando bola no mesmo horário”, disse o réu, que apesar de negar o crime, confessou que realiza manobras arriscadas nas ruas do Bairro Tarsila do Amaral colocando em risco a integridade física das pessoas. “Estou sendo acusado porque eu bagunçava”, disse.

De acordo com a denúncia do MPE (Ministério Público Estadual), pesa contra o réu o depoimento de seu próprio irmão. “Ele (o irmão) falou isso porque bateram nele na delegacia. Ele me falou que o delegado bateu bastante nele”, contou Jefferson em sua defesa.

O Ministério Público alega que no dia 3 de novembro de 2013, por volta das 16h30, na rua Mãe Menininha dos Gantois, no bairro Tarsila do Amaral, o réu, pilotando uma motocicleta em alta velocidade e sem a devida habilitação, realizou uma manobra proibida e acabou perdendo o controle da moto, invadindo a contramão e acertando em cheio a criança, que soltava pipa acompanhado do pai na calçada.

Jefferson teria fugido após atropelar João Carlos, que não resistiu aos ferimentos e acabou falecendo. O MPE defende que o réu, que confessou que constantemente realizava manobras proibidas na região, agiu sem oferecer qualquer chance de defesa da criança.

Aos jurados, o réu contou que é cassado e pai de uma criança de dois anos. “Estou sendo acusado por algo que não fiz, sendo humilhado e pisado e há um ano preso”, disse. A sentença deve sair ainda hoje.



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