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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

17/07/2014 09:14

Mulher de traficante vai ficar em casa sem monitoramento eletrônico

Francisco Júnior
Danúbia vai cumprir pena sem monitoramento eletrônico. Danúbia vai cumprir pena sem monitoramento eletrônico.

Danúbia de Souza Rangel, mulher do traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, irá cumprir prisão domiciliar sem o equipamento de monitoramento eletrônico em Campo Grande.

A determinação foi dada, no último dia 2, pelo desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal. Mas, como o estado não possui a tecnologia, informação confirmada pela a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), a mulher irá cumprir as duas prisões preventivas sem o dispositivo.

De acordo com reportagem do jornal Extra, ontem, a Justiça expediu os alvarás de soltura. Conforme o habeas corpus, Danúbia deve ir para casa, em Campo Grande, porque tem uma filha de 4 anos que, segundo avaliação médica e psiquiátrica, vem sofrendo inúmeros transtornos desde a prisão da mãe.

A criança estaria abalada emocionalmente e estaria impedida de frequentar as aulas na escola. O magistrado alegou acatar o pedido da defesa da mulher de Nem porque o direito à convivência familiar é “tão importante quanto o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito e à liberdade”.

Ainda segundo a reportagem, os juízes Rudi Baldi Loewenkron, da 35ª Vara Criminal, e Renata Gil de Alcanta Videira, da 40ª Vara Criminal, onde Danúbia responde a processos por tráfico de drogas, chegaram a enviar ofício para Siro Darlan alegando a falta de monitoramento eletrônico.

Procurado pelo Extra, o desembargador explicou o motivo de manter sua decisão. “Não posso usar uma ação em prejuízo ao réu em razão de uma deficiência do Estado”.

Danúbia está presa, desde o dia 31 de março, quando foi surpreendida por agentes da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecente) da Polícia Federal, em sua casa, no Mato Grosso do Sul, durante a Operação Maioridade. Na época, as investigações mostraram a ligação de Nem, que está em penitenciária federal daquele estado, e de sua quadrilha com criminosos ligados a Marcelo Santos das Dores, o Menor P, que também foi detido. A jovem também está presa preventivamente depois de ser denunciada, no processo sobre a Operação Paz Armada, na favela da Rocinha, em julho do ano passado.

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O cidadão de bem agradece a "proteção" do estado.
Isso é pra rir ou chorar?
Não bastasse ser liberada esse é mais um acinte ao cidadão de bem.
Simplesmente desanimador esse estado sem lei, sem critério e sem fiscalização.
A ação não pode prejudicar o réu em razão da deficiência do estado, mas pode prejudicar a sociedade que fica refém de tudo.
Parabéns à lei que não nos protege.
 
Adriano Magalhães em 17/07/2014 13:30:04
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