Mulher perde R$ 35 mil em golpe do falso escritório de advocacia
Criminosos usaram informações reais de processo e induziram vítima a compartilhar tela do celular

Moradora de 51 anos do Bairro Alves Pereira procurou a polícia no fim da tarde desta terça-feira (17), em Campo Grande, após cair no golpe aplicado por criminosos que se passaram por representantes de um escritório de advocacia.
RESUMO
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Uma moradora de Campo Grande, de 51 anos, foi vítima de um golpe que resultou em prejuízo de R$ 35 mil. Os criminosos se passaram por representantes de um escritório de advocacia e entraram em contato via WhatsApp, utilizando logotipo falso e informações detalhadas sobre um processo judicial real. Os golpistas convenceram a vítima a compartilhar a tela do celular durante uma suposta videochamada com representante do STF. Após acessar sua conta bancária e realizar reconhecimento facial, a mulher descobriu que os criminosos haviam contratado um empréstimo em seu nome e realizado sete transferências não autorizadas.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima recebeu mensagens pelo WhatsApp de uma pessoa que se apresentou como secretária de seu advogado. O perfil utilizava logotipo de um suposto escritório e trazia informações detalhadas sobre o processo judicial no qual a mulher é parte.
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Durante a conversa, o interlocutor afirmou que a ação havia sido julgada procedente e que a vítima teria direito a receber R$ 16 mil. Em seguida, informou que um suposto representante do STF (Supremo Tribunal Federal) entraria em contato por videochamada para concluir a liberação do valor.
Antes da ligação, a mulher foi orientada a acessar sua conta bancária e realizar alguns procedimentos. Acreditando se tratar de comunicação legítima, ela fez login no aplicativo, realizou reconhecimento facial e acabou compartilhando a tela do celular, sem perceber que os dados estavam sendo monitorados.
Pouco depois, a vítima percebeu que havia caído em um golpe ao identificar movimentações financeiras não autorizadas em sua conta. Segundo relato à polícia, os criminosos contrataram um empréstimo de R$ 35 mil em seu nome e realizaram sete transferências bancárias, nos valores de R$ 8.655, R$ 7.859,41, R$ 8.400, R$ 2.000, R$ 3.200, R$ 3.600 e R$ 2.000.
A mulher informou que ainda não possui os dados dos destinatários das transferências e foi orientada a apresentá-los posteriormente à unidade responsável pela investigação.
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