Em casa de acolhimento, imigrantes torcem por vaga da Colômbia nas quartas
Colombianos e venezuelanos reunidos em Campo Grande acompanham duelo contra a Suíça

Em Campo Grande, imigrantes torcem juntos pela Colômbia, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A seleção sul-americana enfrenta a Suíça, pelas oitavas de final, e até o momento vai empatando por 0 a 0. Na Casa Resgate, espaço de acolhimento de estrangeiros recém-chegados à Capital, colombianos e venezuelanos se uniram na torcida, na tarde desta terça-feira (7).
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Imigrantes colombianos e venezuelanos se reuniram na Casa Resgate, em Campo Grande, para torcer pela Colômbia nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, contra a Suíça. Entre eles, Jonathan Gomes, de 32 anos, e Maria Chiquinquira, de 23, que destacaram o acolhimento recebido no Brasil. O vencedor do confronto, disputado em Nashville, enfrentará a Argentina na próxima fase.
Falando em espanhol, o colombiano Jonathan Gomes, de 32 anos, chegou ao Brasil há pouco mais de uma semana com a esposa e o filho. Natural de Cúcuta, cidade na fronteira com a Venezuela, ele acredita na classificação da seleção colombiana.
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"Esperamos ganhar agora e chegar às quartas de final. Se nós ganhamos, enfrentamos a Argentina. É um confronto bom, mas com fé vamos ganhar", afirmou.
Jonathan destaca que o duelo está equilibrado diante da Suíça, que ele classifica como um adversário duro, mas confia no avanço da Colômbia, mesmo que seja nos pênaltis. Seu jogador favorito é o atacante Luis Díaz. "Porque veio de baixo, era pobre igual a qualquer um e conseguiu superar tudo. Ele não tinha nada e hoje conquistou o que muitos querem ter."
Antes de chegar ao Brasil, Jonathan viveu quatro anos no Chile. Segundo ele, a dificuldade para regularizar documentos e conseguir oportunidades de trabalho motivou a mudança. Ele veio para a Capital procurar uma oportunidade melhor e relata que no Brasil dão "muita ajuda", com documentos, trabalho e apoio.
Ele também elogiou a recepção que recebeu desde a chegada ao País. "As pessoas aqui me trataram muito bem. Ajudam, são acolhedoras. Em outros lugares enfrentamos xenofobia e não tínhamos esse apoio. Aqui foi diferente e sou muito grato."
A torcida pela Colômbia também veio da venezuelana Maria Chiquinquira, de 23 anos, que morou em Bogotá, capital colombiana, por 11 anos. Mãe de duas crianças colombianas, de quatro e cinco anos, ela diz que criou uma forte ligação com o país vizinho, e espera que a seleção ganhe.
Maria afirma que acompanha a campanha da seleção colombiana desde o início do Mundial e pretende continuar apoiando a equipe. "É muito bom ver a Colômbia na Copa do Mundo. Vamos estar apoiando em cada partida."
Depois de deixar a Venezuela, ela viveu no Chile antes de decidir recomeçar a vida no Brasil. Há cerca de 15 dias em Campo Grande, ela destaca o acolhimento recebido desde a chegada.
"Confiamos em Deus para conseguir trabalhar aqui e, no futuro, voltar para a Colômbia ou para a Venezuela. Até agora está sendo muito bom. Recebemos muita ajuda e carinho. As pessoas são muito respeitosas e acolhedoras."
A Casa Resgate presta assistência a imigrantes e refugiados que chegam a Campo Grande, oferecendo suporte para emissão de documentos, acesso ao mercado de trabalho e adaptação à nova realidade. Durante a Copa do Mundo, o futebol também se tornou uma forma de manter vivos os laços com os países de origem e reunir diferentes nacionalidades em torno da mesma torcida.
O jogo é disputado no Estádio de Nashville, nos Estados Unidos. Quem vencer enfrentará a Argentina, que mais cedo derrotou o Egito por 3 a 2 e garantiu classificação para a próxima fase.
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