Justiça autoriza tratamento psicológico a militar que matou motociclista
Victor Vicentin Rocha relatou ideação suicida e terá acompanhamento semanal em unidade de saúde do Exército
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Soldado do Exército Victor Vicentin Rocha, preso pela morte da vigilante Miriam Rosa Matos em acidente de trânsito em Campo Grande, foi autorizado pela Justiça a realizar acompanhamento psicológico semanal no Hospital Militar após relatar ideação suicida e tentativa de suicídio durante a custódia. O militar está preso desde 20 de junho, indiciado por homicídio simples com dolo eventual.
Preso preventivamente pela morte da vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, em um acidente ocorrido na região central de Campo Grande, o soldado do Exército Victor Vicentin Rocha foi autorizado pela Justiça a realizar acompanhamento psicológico semanal no Hospital Militar da Capital.
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A decisão foi proferida após o 9º Batalhão de Polícia do Exército informar ao Judiciário que o militar apresentou ideação suicida e relatou tentativa de suicídio enquanto estava custodiado. Em ofício encaminhado à Justiça, a unidade militar pediu providências para a realização de avaliação psiquiátrica especializada.
Dias depois, o Exército voltou a procurar o Judiciário para solicitar autorização para que Victor pudesse se deslocar semanalmente ao Hospital Militar de Área de Campo Grande para acompanhamento psicológico. A corporação argumentou que a medida seria a mais adequada para a continuidade do tratamento.
O MPE (Ministério Público Estadual) manifestou-se favoravelmente ao pedido e informou não se opor ao deslocamento do custodiado para os atendimentos.
Ao analisar o caso, a juíza May Melke Penteado Amaral Siravegna autorizou que o militar deixe o presídio uma vez por semana para receber atendimento psicológico no Hospital Militar, desde que sejam observadas todas as medidas de segurança necessárias.
Relembre o caso
Victor está preso desde 20 de junho. Segundo a investigação da Polícia Civil, ele dirigia uma caminhonete Chevrolet S10 após uma madrugada de consumo de bebidas alcoólicas quando avançou o sinal vermelho no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa e atingiu a motocicleta conduzida por Miriam Rosa Matos. A vítima morreu no local.
Ainda conforme os autos, momentos antes da colisão fatal, Victor teria se envolvido em outro acidente de trânsito e fugido sem prestar esclarecimentos. Imagens analisadas pela polícia indicam que ele trafegava em alta velocidade e ultrapassou veículos que aguardavam a abertura do semáforo antes da batida.
O teste do bafômetro realizado após o acidente apontou 0,42 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões.
A Polícia Civil o indiciou por homicídio simples com dolo eventual, entendimento mantido pela Justiça ao converter a prisão em flagrante em preventi
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