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Capital

Na Capital, queda pode chegar a R$ 150 milhões na arrecadação

Secretário Pedro Pedrossian Neto falou sobre as contas da prefeitura em audiência pública na Câmara

Por Leonardo Rocha | 04/05/2020 10:41
Audiência pública com o secretário Pedro Pedrossian Neto, ao lados dos vereadores Eduardo Romero (Rede), Odilon de Oliveira (PSD) e Ademir Santana (PSDB), na Câmara Municipal (Foto: Reprodução)
Audiência pública com o secretário Pedro Pedrossian Neto, ao lados dos vereadores Eduardo Romero (Rede), Odilon de Oliveira (PSD) e Ademir Santana (PSDB), na Câmara Municipal (Foto: Reprodução)

A previsão da prefeitura é que haja uma queda de R$ 150 milhões de arrecadação da prefeitura, neste ano, devido a pandemia de coronavírus. Os recursos começaram a cair  no mês de abril. Foi o que informou o secretário municipal de Planejamento e Finanças, Pedro Pedrossian Neto.

Ele participa nesta manhã (04) de audiência pública na Câmara Municipal, para debater a projeção de orçamento da cidade. “Perdemos R$ 30 milhões (arrecadação) neste mês de abril, em comparação ao mesmo período de 2019, o que nos leva a prever a queda de R$ 150 milhões no ano”, afirmou.

O secretário explicou que no mês de março, quando foi feita a primeira quarentena, a arrecadação diária caiu até 90%. “Se antes arrecadávamos R$ 2 milhões por dia, caiu para R$ 200 mil”.

Ele, no entanto, explicou que as finanças deste mês (março) não foram abaladas, porque antes do decreto de pandemia, havia recebido arrecadação do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) e ISS (Imposto Sobre Qualquer Natureza). “Não tivemos crescimento, mas não caiu”.

Cenário – Já no mês de abril foi que a prefeitura sentiu a redução da receita. “Mesmo com a flexibilização da quarentena, agora a prefeitura encontra sérias dificuldades para fechar as contas, já vínhamos de um déficit (mensal) de R$ 12 milhões, que agora aumentou para R$ 37 milhões”, revelou.

Ele citou algumas contas importantes, como coleta do lixo (R$ 8,5 milhões), repasse aos hospitais (R$ 7 milhões), assim como os pagamento da folha salarial (R$ 130 milhões). “Neste cenário teve queda de 24% do IPTU, 14% do ISS e 10,90% do FPM (Fundo de Participação Municipal)”.

O secretário disse que devido esta situação os “investimentos” ficam comprometidos, já que a receita fica comprometida com os serviços essenciais, contas e pagamento de salários. Nesta audiência pública, devido o coronavírus, a população enviou as perguntas pela internet.