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Capital

Ninguém se apresenta para defender assassino confesso de Carla

Marcos André Vilalba de Carvalho está preso de forma preventiva desde o dia 14 de julho

Por Marta Ferreira | 20/07/2020 14:30
O corpo de Carla foi abandonado em varanda de comércio e coberto por dois familiares que a encontraram. (Foto: Kísie Ainoã)
O corpo de Carla foi abandonado em varanda de comércio e coberto por dois familiares que a encontraram. (Foto: Kísie Ainoã)

Sem defesa constituída. Assim está por enquanto Marcos André Vilalba de Carvalho, 21 anos, assassino confesso de Carla Santana Magalhães, a jovem de 25 anos morta de forma brutal no Bairro Tiradentes, no dia 30 de junho, cujo corpo foi achado três dias depois, na esquina de casa. Ele está preso há 6 dias por feminicídio.

Em casos assim, quando não há advogado particular que se apresente em nome do criminoso, a Defensoria Pública representa o acusado. Por lei, toda pessoa a responder por crimes tem direito à representação durante o processo.

Segundo a reportagem apurou, o órgão público ainda não foi notificado da decisão mandando prender Marcos André, nem provocado por algum familiar dele para prestar o atendimento jurídico.

A informação foi checada junto ao Núcleo de Execução Penal da Defensoria Pública em Campo Grande. Nascido em Bela Vista, Marcos André veio para Campo Grande há 9 meses. Alega não ter contato nem com a mãe nem com o pai. Morava com o avô na cidade do interior.

Confessou - Marcos André está preso de forma preventiva desde o dia 14 de julho, por determinação do juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Ele foi localizado no dia 13, segunda-feira passada, pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar, com um pedaço de pano sujo de sangue. No imóvel alugado onde morava, foi encontrado um saco plástico com lençol também com manchas vermelhas.

A DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios) foi acionada e, no dia seguinte, os investigadores conseguiram a confissão de Marcos André de que matou Carla, sequestrada na porta de casa no dia 30. A casa dele fica ao lado da dela.

No primeiro depoimento, o preso disse não se lembrar como o assassinato ocorreu, mas admitiu que só poderia ter sido ele o autor. Havia evidências da presença do cadáver na moradia dele, que admitiu ter atacado Carla no dia 30 e, no dia seguinte, amanheceu com o corpo dela debaixo da cama.

No segundo depoimento, na DEH, confessou ter matado a jovem, sob efeito de álcool, ter violado o corpo sexualmente e abandonado na varanda de bar na esquina da residência dela.

Foto da identidade de Marcos André, preso pelo assassinato de Carla Santana Magalhães. (Foto: Direto das Ruas)
Foto da identidade de Marcos André, preso pelo assassinato de Carla Santana Magalhães. (Foto: Direto das Ruas)

Foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por feminicídio, em razão de menosprezo à condição de mulher.

Pela violação ao corpo, poderá ser enquadrado em vilipêndio a cadáver. Também caberá inclusão do ilícito penal de ocultação do corpo.

Como se trata de réu preso, a peça investigatória precisa ser concluída até o dia 24 deste mês. O prazo legal é de 10 dias.

Depois disso, passa a ser papel do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) oferecer a denúncia para a análise do juiz responsável pelo processo.

Ao magistrado, cabe conduzir a ação, ouvindo testemunhas de defesa e acusação, interrogando o réu e coletando alegações das partes para, então, decidir se o acusado vai ser levado ao júri popular.

Marcos André estava na cargeram da Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada), no Bairro Tiradentes. Nesta tarde, foi transferido para o IPCG (Instituto Penal de Campo Grande.

(Matéria atualizada às 16h40 para acréscimo de informação)

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