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Capital

'Nunca andei de Uber, mas serviço é ilegal e terá regras', diz Bernal

Por Alberto Dias e Yarima Mecchi | 02/12/2016 09:15
Prefeito confirma fiscalização para que motoristas do aplicativo se regularizem. (Foto: Fernando Antunes)
Prefeito confirma fiscalização para que motoristas do aplicativo se regularizem. (Foto: Fernando Antunes)

“Nunca andei de Uber, mas se não é regulamentado é ilegal”, disparou o prefeito Alcides Bernal (PP), no início da manhã desta sexta-feira (2), em solenidade na Sesau (Secretaria de Saúde). Na ocasião, o chefe do Executivo confirmou que a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) promove fiscalizações para conter “caronas pagas” irregulares, chamadas por meio de aplicativo, e que não permitirá o transporte ilegal em Campo Grande.

A alternativa, segundo ele, será incentivar os meios “já regulamentados”, referindo-se aos táxis e moto-taxis. “Temos que priorizar o que já existe para que melhore”, complementou.

Para Bernal, o transporte por meio do aplicativo Uber é ilegal uma vez que não garante seguro aos passageiros em caso de acidentes, por exemplo. Sobre os valores reduzidos, característicos do app, o prefeito aponta “ser uma “ilusão”.

A administração municipal quer que o Uber seja regulamentado na Capital e, por isso, agentes cobram os motoristas por meio de fiscalizações. Nesta segunda-feira (1) o diretor-presidente da Agetran, Elidio Pinheiro Filho, explicou que as ações seriam educativas e não incluem multa. “É um movimento nacional que decidimos adotar aqui em Campo Grande”, disse.

“Queremos é deixar claro que logo vai haver regras para o serviço. Porque eu acho que as regras devem ser iguais para todos. O taxista paga taxas e se Uber não paga, um desses negócios vai sucumbindo”, completou. Do outro lado da questão, denúncias enviadas à reportagem revelam motoristas do aplicativos sendo multados.

Procurada, a assessoria de imprensa da Uber apenas reforçou que, apesar de não ter regulamentação, o serviço não é clandestino.


Visão da lei – Em Campo Grande, um projeto de lei para proibir o Uber tramita na Câmara Municipal desde outubro de 2015, proposto pelo vereador e candidato a prefeito Marcos Alex (PT). O argumento seria, justamente, a falta de regulamentação.

Carona paga – Após pouco mais de dois meses funcionando, o aplicativo que conecta passageiros e motoristas ganha mais adeptos diariamente em Campo Grande, atraídos pelos preços mais baixos que os cobrados por taxistas.

Desde o início do mês de novembro, além de cartão de crédito, motoristas da Uber estão aceitando dinheiro. Para entrar no carro, o passageiro paga R$ 2,5 e depois tem de desembolsar R$ 1,10 por km rodado e R$ 0,15 pelo minuto.

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