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Capital

Outra vítima do trânsito, Grasiela é velada em casa, como “filha” do Noroeste

Motociclista nasceu e morreu no bairro. Ela faleceu na noite desta sexta após bater na traseira de um carro

Por Natália Olliver e Clara Farias | 03/03/2024 08:28
Grasiela faleceu nesta sexta, após bater na traseira de um carro no bairro onde morava (Foto: Redes sociais)
Grasiela faleceu nesta sexta, após bater na traseira de um carro no bairro onde morava (Foto: Redes sociais)

“Ontem ela veio aqui do nada, me pediu benção e foi embora”. Foi assim que Grasiela de Oliveira da Silva, de 33 anos, saiu da casa Suzana Maria Oliveira da Silva, 48 anos, sem saber que essas seriam as últimas palavras ditas para a irmã mais velha. Descrita pela família como uma pessoa feliz e com uma gargalhada contagiante, a motociclista, filha do  Jardim Noroeste, foi velada no bairro onde nasceu e morreu.

A mulher faleceu na noite desta sexta-feira (2), após bater na traseira de um veículo, na Rua Osasco, há 3 minutos (de moto) da casa onde morava com a mãe e os filhos na Rua Indianápolis. O motorista do carro deixou o local sem prestar socorro à vítima.

“Decidimos fazer em casa porque ela é nascida e criada aqui, e minha mãe disse que iria ficar muito complicado pra ir [ no cemitério]. Teve muita gente que veio, graças ao meu bom Deus. Ontem quando chegou o corpo fechou a quadra”, conta Suzana.

Caçula de 6 filhos, Grasiela marca a família com um legado de força e alegria. Ela deixou dois filhos, de 15 e 8 anos. Eles não estavam no velório da mãe nas primeiras horas do dia deste domingo (3).Segundo Suzana, o mais novo ainda não entendeu o que aconteceu com a mãe.

Assim como os familiares, o marido, Everton Garcia, também tenta assimilar o o ocorrido com a esposa.  Abalado, ele se limita a dizer que “Ela era incrível, vai ser difícil seguir em frente”.

Mãe e irmã de Grasiela vão doar os órgão da vítima do acidente (Foto: Clara Farias)
Mãe e irmã de Grasiela vão doar os órgão da vítima do acidente (Foto: Clara Farias)

A mãe, Inilda de Fátima de Oliveira da Silva, de 66 anos diz que a filha ajudará quem precisar, mesmo após a morte.

“Ta sendo difícil, não tenho palavras. A Grasiela foi uma menina muito querida. Ela foi muito especial nas nossas vidas, sempre lutou pela família. Ajudou todo mundo. Ela foi uma guerreira. E nós decidimos doar os órgãos dela, porque ela sempre quis fazer o bem. Quem usar vai ser bem abençoado pelo nosso senhor”.

Conforme a irmã mais velha, Grasiela estava tava indo para a  casa de uma colega no momento em que sofreu o acidente. "O cara fugiu, foi repentina a curva dele e ainda ela tentou desvia, pegou bem na quina no carro não teve jeito e agora vai deixar ai dois meninos".

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