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Capital

Pais seguros e crianças "acordando" marcam retorno às aulas na "escola modelo"

Secretaria de Educação elegeu como "escola modelo" Emei do Santa Luzia para imprensa acompanhar retorno

Por Paula Maciulevicius Brasil e Ana Paula Chuva | 26/07/2021 07:34
Pequeno Enzo, de 4 anos, na entrada da escola medindo temperatura sob os olhos atentos do pai. (Foto: Paulo Francis)
Pequeno Enzo, de 4 anos, na entrada da escola medindo temperatura sob os olhos atentos do pai. (Foto: Paulo Francis)

Mãe, pai e até bisavó. Os responsáveis que deixaram as crianças na escola hoje se sentiam seguros no retorno. Apesar da apreensão em não saber como as crianças se comportariam, a queda no número de casos e o protocolo de biossegurança trouxeram confiança aos adultos.

A Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) Profª Adélia Leite Krawiec, no bairro Santa Luzia, foi escolhida pela Semed (Secretaria Municipal de Educação) como "escola modelo" onde o Campo Grande News pode acompanhar a volta às aulas e a titular da pasta deu entrevistas.

No local estudam 280 crianças que têm de 5 meses a 5 anos. Para muitas delas, este é o primeiro dia de aula em uma escola. Os pequenos receberam logo na entrada uma plaquinha com o nome, série e quem era a professora.

Pelo chão, marcas de onde pessoas podem ficar para marcar distaciamento. (Foto: Paulo Francis)
Pelo chão, marcas de onde pessoas podem ficar para marcar distaciamento. (Foto: Paulo Francis)
Mochilas são higienizadas com álcool antes dos pequenos entrarem na escola. (Foto: Paulo Francis)
Mochilas são higienizadas com álcool antes dos pequenos entrarem na escola. (Foto: Paulo Francis)

Pelo chão, as marcações demonstram onde cada um tem de ficar para que seja cumprido o distanciamento. São dois portões de entrada com seis funcionários recepcionando. Dentro do protocolo de biossegurança, os pais não podem entrar na escola e devem deixar os filhos no portão.

Os funcionários que levam os pequenos até as salas de aula, mas só depois de passarem álcool em gel nas mãos, medirem a temperatura, e higienizarem as mochilas e os calçados.

Lucele olhando a filha entrar na escola seguindo os protocolos de biossegurança. (Foto: Paulo Francis)
Lucele olhando a filha entrar na escola seguindo os protocolos de biossegurança. (Foto: Paulo Francis)

Professora, Lucile de Oliveira Santos, de 42 anos, estava como mãe diante da Emei. A menina de 5 anos que ela deixava na escola estava "acordando" ainda, coçando os olhinhos e atenta a tudo ao seu redor.

"Eu estou mais tranquila hoje do que estaria no começo do ano, ou até mesmo no ano passado. Depois, teve a diminuição dos casos. Para as crianças é até bom, ainda mais pra ela que nunca teve convívio", explica Lucile. Com 5 aninhos, a menininha vinha estudando em casa, somente com as aulas remotas.

Bisavó, dona Sônia foi levar a pequena Ana Carolina para o primeiro dia de aula na escola. (Foto: Paulo Francis)
Bisavó, dona Sônia foi levar a pequena Ana Carolina para o primeiro dia de aula na escola. (Foto: Paulo Francis)

Bisavó, dona Sônia Gonçalves, de 71 anos, fala que apesar do receio, se sentiu segura de ver tudo "limpinho e arrumadinho". "Eu senti firmeza, está tudo higienizado. Vai ser bom para o desenvolvimento das crianças, e ela estava animada para voltar. É menina esperta e sabida", diz a bisa sobre Ana Carolina, de 5 anos. A pequena estuda ali desde os 2 aninhos.

Pai, Givanilson Lopes, de 37 anos, estava ainda receoso quanto ao retorno presencial de Enzo, de 4 aninhos. Este será o primeiro ano dele na escola de fato. "Ele nunca teve contato antes, ele está bem, eu que estou apreensivo", diz. Mas logo emenda que é hora de começar a estudar e a interagir ao vivo com outras crianças. "Minha enteada também está começando hoje, e está tudo bem, vamos indo que dá tudo certo".

Givanilson e Enzo, pai e filho preocupados com o uso do álcool na entrada da escola. (Foto: Paulo Francis)
Givanilson e Enzo, pai e filho preocupados com o uso do álcool na entrada da escola. (Foto: Paulo Francis)

Agente de saúde e técnica de enfermagem, Fabiana Alves Gomes de Arruda trazia a filha Letícia, de 4 anos, de volta às aulas presenciais. Apesar da insegurança que ela diz ter sentido, a tranquilidade veio depois da reunião feita na escola.

"Viemos conhecer e vimos que estão preparados. Aí eu me senti segura, eles dividiram as turmas. Isso me trouxe um pouquinho de paz no coração. Não dá mais pra ficar segurando as crianças em casa, sem aula. A Letícia a gente ensinou bastante pra ficar com a máscara e manter o distanciamento. Acredito que não vai ter problema, temos que voltar, as crianças precisam desse retorno", descreve.

No Emei, a entrada escalonada começou 7h e terminou às 7h15.

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