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Capital

Para abrir, escolas apostam em totem, tapete e plano com sapato extra na mochila

Plano de biossegurança geral deverá ser apresentado ao Ministério Público Estadual nesta quarta-feira

Por Maressa Mendonça | 20/05/2020 10:28
Aluno só vai precisar pisar em totem para limpar as mãos com álcool gel. (Foto: Thiago Mendes)
Aluno só vai precisar pisar em totem para limpar as mãos com álcool gel. (Foto: Thiago Mendes)

De totem "inovador" de álcool em gel até par extra de sapatos para os alunos, as escolas particulares de Campo Grande começam a estabelecer estratégias para o retorno das aulas presenciais que, até o momento, ainda não tem data definida para ocorrer. Um plano geral de biossegurança será apresentado ao Ministério Público Estadual nesta quarta-feira (20) e cada unidade deverá adaptar a própria realidade.

O presidente da Associação das Instituições Particulares de Ensino de Campo Grande, Lucio Rodrigues Neto explica que, para elaboração dos planos, as instituições devem seguir diretrizes internacionais. Mas também serve como caminho as medidas adotadas em Sinop (MT), onde as atividades foram retomadas de forma gradativa no início do mês.

Ele cita capacitação dos funcionários para lidar com a prevenção ao covid-19, medidas básicas como higienização das mãos e uso de máscaras, mas também rotina nova, como levar um par extra de calçados na mochila para deixar o outro na porta da escolas.

Também estão previstos distanciamento das carteiras com a divisão das turmas em grupos menores, aferição de temperatura dos estudantes e suspensão do uso de material coletivo.

A reportagem do Campo Grande News também entrou em contato com a presidente do Sinep (Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Mato Grosso do Sul),  Maria da Glória Paim Barcellos, mas ela não quis detalhar as diretrizes antes da aprovação das medidas que serão apresentadas hoje às 17h, com a participação do prefeito Marquinhos Trad.

Enquanto isso, as escolas se antecipam para garantir a reabertura.

Totem de álcool gel será colocado na entrada de escola. (Foto: Thiago Mendes)
Totem de álcool gel será colocado na entrada de escola. (Foto: Thiago Mendes)

Totens e tapetes - A diretora do colégio Maria Montessori, Eliza Dias de Pinho, diz que a administração já encomendou tapetes sanitizante, que serão colocados na porta das salas com mistura de água sanitária, para descontaminar as solas dos sapatos.

Também comprou totens com álcool em gel, onde o aluno terá apenas de pisar para acionar o jato do produto nas mãos, sem precisar tocar em nenhuma superfície. Além disso, serão providenciados equipamentos para aferir a temperatura dos alunos na entrada.

Tapete com mistura de água sanitária é outra estratégia. (Foto: Thiago Mendes)
Tapete com mistura de água sanitária é outra estratégia. (Foto: Thiago Mendes)

“Ainda não sabemos a data e as especificações do plano, mas estamos procurando nos adequar, nos preparar até porque esses materiais estão inflacionados e quase não tem praça”, declarou.

Eliza pontuou que haverá ainda orientações para os alunos como levar a própria garrafa de água e não compartilhar com ninguém, possivelmente calçado reserva e máscaras extras também.

Os equipamentos foram comprados da empresa Pense Click, que trabalhava no ramo de fotos e na pandemia se reinventou. "Criamos o totem de álcool em gel com acionamento pelos pés, evitando o contagio pelo próprio frasco de álcool. E pensando ainda na total desinfestação, visto que a sola do sapato pode ter mais de 400.000 vírus, bactérias e parasitas, também temos o tapete sanitizante que, com uma mistura de água e água sanitária fará a higienização dos calçados. Custam de R$100 a R$500,00", diz Cristiano Sales, sócio proprietário da empresa.

Alunos chegam no Colégio Dom Bosco antes do período de pandemia (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)
Alunos chegam no Colégio Dom Bosco antes do período de pandemia (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

Sem pressa - Em uma das maiores e mais tradicionais instituições de ensino de Campo Grande, o coordenador do Colégio Dom Bosco, Lúdio da Silva, garante que a unidade também aguarda as diretrizes do plano de biossegurança, mas já está providenciando muito álcool e gel para instalação nas entradas de cada sala, além dos equipamentos para aferir a temperatura dos alunos.

 "Estamos nos organizando, mas sem atropelo", resumiu. O coordenador comenta que alguns alunos ainda devem permanecer no sistema à distância, mesmo após a apresentação e aprovação do plano de biossegurança.

Por esse motivo há também uma organização pedagógica para conciliar os dois tipos de aula. "Nossa prioridade é a segurança das crianças, dos pais e familiares. Não tem pressa e nem está havendo pressão da escola pela reabertura", finalizou.

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