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Campo Grande, Quarta-feira, 24 de Abril de 2019

02/03/2019 16:43

Para afastar médicos, prefeitura cita até jornada “fictícia” de trabalho

Prefeitura disse ainda que afastamento de médicos é para que não interfiram na apuração dos fatos

Leonardo Rocha
Médicos afastados trabalhavam na UBS do Tiradentes (Fioto: Kísie Ainoã).Médicos afastados trabalhavam na UBS do Tiradentes (Fioto: Kísie Ainoã).

A Prefeitura de Campo Grande citou vários motivos para ter afastado quatro médicos concursados, da Unidade Básica de Saúde Dr. Antônio Pereira, no Bairro Tiradentes. Entre eles, o não cumprimento da carga horária e até jornada de trabalho “fictícia”, por ter assinatura dos horários (entrada e saída), em datas até o final do mês.

Em resposta foi encaminhada pela assessoria da prefeitura. Ela destaca que o afastamento dos médicos ocorreu primeiramente, para que não houvesse interferência na apuração dos fatos, na denúncia de “conduta indevida” dos profissionais. Abrindo assim uma sindicância, onde os mesmos poderão apresentar defesa.

Também citou que uma equipe técnica da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), em visita a UBS do Tiradentes, testemunhou no dia 27 de fevereiro, a “negativa” dos médicos em cumprir a carga horária, prevista em contrato. Assim como a posição dos profissionais que não iriam atender pacientes encaminhados pela CRS (Centro Regional de Saúde).

De acordo com a prefeitura, os médicos disseram que deixariam a unidade de saúde mais cedo, não acatando a solicitação feita pela equipe da Sesau, que tinha recomendado a permanência, até pela alta demanda do local, em função do aumento dos casos de dengue.

Além disto, a prefeitura constatou que na folha de frequência dos profissionais, havia assinatura de entrada e saída, de “jornadas de trabalho fictícias”, já que estavam assinaladas (horário e data) até o final do mês.

A prefeitura já tinha informado que esta “indisciplina” dos profissionais seria uma represália às visitas do prefeito Marquinhos Trad (PSD) nas unidades de saúde. Os médicos teriam apresentado atestados frequentes, se recusando a atender pacientes.

Outro lado – Um dos afastados, o médico Alex Bortotto Garcia, ex-presidente do Sinmed (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), diz se sentir injustiçado, alegando inclusive “perseguição política” por parte do prefeito.

Garcia pontua que ele e os três colegas foram pegos de surpresa e reclama que nunca foram avisados sobre qualquer descumprimento de norma. “Eu lanço o desafio para que o prefeito venha até a unidade questionar minhas pacientes sobre o meu atendimento. Eu atendo todos os dias de manhã e até paciente que não estava marcada”.



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