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Capital

Para as mulheres, saldo do Carnaval tem 114 denúncias e 1 caso de estupro

Entre os casos atendidos pelo plantão da delegacia da mulher, delegada prendeu em flagrante por caso de estupro de vulnerável

Por Izabela Sanchez | 26/02/2020 10:18
Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande, onde funciona a Delegacia da Mulher (Foto: Paulo Francis)
Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande, onde funciona a Delegacia da Mulher (Foto: Paulo Francis)

Na conta das mulheres, o saldo do Carnaval é diferente. É o que indicam os dados da Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher). Cinco dias de festa resultaram em 114 boletins de ocorrência, e entre os presos em flagrante por crimes contra a mulher, 1 foi detido por estuprar “vulnerável”.

A delegacia atendeu este caso em regime de plantão, mas deve encaminhar a ocorrência, nesta quarta-feira (26), para a DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente). A delegada Fernanda Félix não quis detalhar o caso, conforme explicou, porque a investigação não será realizada na Deam.

Neste caso, ainda assim, a vítima pode ser uma criança ou adolescente, já que o Código Penal estabelece como crime a relação sexual com menor de 14 anos. A tipificação pode indicar, inclusive, que o crime ocorreu com vítima que estava alcoolizada, outro detalhe estabelecido pela legislação.

Essa foi uma das seis prisões em flagrante, que além do caso de estupro, ocorreram por importunação sexual, quando homem de 44 anos tentou “se esfregar” em uma jovem de 22 que estava trabalhando durante o Carnaval.

As outras quatro prisões envolvem crimes de lesão corporal dolosa contra mulheres, ameaça, injúria e descumprimento de decisão judicial que estabeleceu medida protetiva. Entre os dias 21 e 26, a Deam, localizada na Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande, atendeu 240 mulheres.

Minha palavra é denúncia – Em entrevista ao Campo Grande News na terça-feira (25), a delegada de plantão Bárbara Camargo Alves afirma que as mulheres precisam acreditar que a primeira prova de uma denúncia é a própria voz. “Em situações como essa é preciso que a mulher saiba que a palavra dela já é suficiente para que se abra uma investigação”, anotou.

Mesmo assim, reforçou, é importante chamar outras pessoas para auxiliar. “Pedir ajuda é essencial”, afirma.