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Capital

Cansados de "bocas de fumo" no bairro, moradores derrubam casa com patrola

Quem mora na Vila Nhanhá afirma que espaço era frequentado por usuários de droga

Por Liniker Ribeiro e Mariana Rodrigues | 03/03/2021 14:20
Roupas e móveis ainda estavam em terreno onde edicula foi derrubada, nesta quarta-feira (Foto: Mariana Rodrigues)
Roupas e móveis ainda estavam em terreno onde edicula foi derrubada, nesta quarta-feira (Foto: Mariana Rodrigues)

Moradores da Rua do Ébano, na Vila Nhanhá, em Campo Grande, foram radiciais. Alugaram uma patrola e derrubaram imóvel abandonada em terreno onde, segundo eles, pessoas invadiam para usar drogas. Com o maquinário, eles derrubaram a casa na noite de ontem (2).

Vídeos feitos por moradores (veja no fim da reportagem) mostram o momento em que as paredes da casa são derrubadas. A cena foi acompanhada por diversas pessoas que moram na região.

Na manhã desta quarta-feira (3), apesar de negarem participação na derrubada do imóvel, moradores confirmaram que a casa foi alvo de pessoas descontentes com a frequência de usuários de drogas, no local.

“Há uns três anos funcionava uma marmoraria aqui, fechou e os moradores de rua invadiram”, afirmou empresário, de 51 anos, que pede para não ser identificado.

Brinquedos indicam que crianças também viviam em casa ocupada por usuários de drogas (Foto: Mariana Rodrigues)
Brinquedos indicam que crianças também viviam em casa ocupada por usuários de drogas (Foto: Mariana Rodrigues)

Apesar de não saber com exatidão quantas pessoas viviam no local, segundo ele, o entra e sai de gente era grande. “Ano passado, tinha até mulheres grávidas, pelo menos quatro. E brigavam entre eles, juntavam entulhos, viviam sem água e luz”, revela.

Ainda segundo o morador, a confusão era tão grande, no local, que briga entre os frequentadores acabou com uma pessoa esfaqueada, na semana passada.

Cansados deste cenário, moradores se uniram para alugar maquinário usado na demolição. Primeiro, responsáveis pela ação estiveram no local, na tarde de ontem, mas após pedido dos atuais ocupantes da edícula, aguardaram até o período da noite para dar tempo de retirar itens que estavam dentro da casa.

Mesmo assim, no início da tarde desta quarta-feira, ainda era possível ver colchões, roupas e brinquedos, no terreno. Inclusive, pessoas das proximidades confirmaram que até crianças viviam ali.

Nem todo mundo concordou com a ação. “É uma hipocrisia, o que deveria era o dono ter feito um muro, antes de demolirem”, afirmou funcionária pública, de 30 anos, que mora na região. A demolição, segundo moradores, foi realizada sem ordem judicial.


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