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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

01/03/2015 18:42

Para fugir de buracos, morador improvisa asfalto no Jardim Batistão

Kleber Clajus
Travessa Uruguai teve aplicada massa asfáltica reprovada para reduzir problemas com buracos e lama  (Foto: Marcelo Calazans)Travessa Uruguai teve aplicada massa asfáltica reprovada para reduzir problemas com buracos e lama (Foto: Marcelo Calazans)

Cansado dos buracos e de promessas o pintor residencial Evaldo Correia, 44 anos, não pensou duas vezes diante de oferta de um caminhão com massa asfáltica, que seria descartada por problemas de composição. Dessa forma surgiu um pequeno trecho asfaltado na travessa Uruguai, no bairro Batistão, em Campo Grande.

A solução, em meio a ruas de terra, ocorreu após uma afiliada que estagia em empreiteira contar da possibilidade de doar um caminhão de massa asfáltica reprovada para uso pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes).

“Já que ia jogar fora, que fosse em frente de casa que vive com buracos e cheio de valetas. Nos juntamos, na sexta-feira (27), com enxadas para espalhar a massa e um vizinho nos ajudou com um trator. Pelo menos dá para entrar em casa agora”, contou Evaldo, que se queixa da lama formada pelas chuvas no bairro que foi parcialmente asfaltado entre as vias Marechal Deodoro e Souto Maior.

Solução para o problema pode sair ainda este ano, caso a Prefeitura de Campo Grande confirme retomada de projeto de pavimentação e drenagem lançado há três anos. A obra deve ser financiada pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Estimativa na LOA (Lei Orçamentária Anual) prevê investimento de R$ 165,4 milhões para manutenção preventiva e corretiva, além de R$ 226,3 milhões na requalificação das vias urbanas.

Por outro lado, o bairro também soma outras demandas já apresentadas em sessão comunitária da Câmara Municipal, em outubro de 2013. É o caso da iluminação pública e necessidade de reforço na segurança, relembradas pela professora Rosângela Ferreira, de 35 anos. “Minha família já foi roubada e isso causa preocupação, além da limpeza que deixa a desejar e aumenta o risco de dengue”.



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