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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

19/04/2011 19:58

Para Ministério Público, Presídio Militar é “colônia de férias”

Paula Maciulevicius

Foi instaurado inquérito para apurar regalias de presos

MPE instaura inquérito para apurar regalias, com a finalidade de adequar o Presídio Militar o mais próximo possível de uma unidade prisional comum. (Foto: João Garrigó)MPE instaura inquérito para apurar regalias, com a finalidade de adequar o Presídio Militar o mais próximo possível de uma unidade prisional comum. (Foto: João Garrigó)

Para o MPE (Ministério Público Estadual) o Presídio Militar Estadual Fidelcino Rodrigues se assemelha a uma colônia de férias. “Da forma como está, os presos ali estão em uma colônia de férias”, destacou o promotor da 50ª Promotoria de Justiça do MPE, Fernando Jorge Manvailer Esgaib, comparando o local com espaço para divertimento.

A fim de investigar essas condições, o MPE instaurou inquérito civil. Depois de visitas realizadas, foram constatadas irregularidades e privilégios que os detentos usufruíam.

Durante visita, o MPE verificou que eles têm acesso amplo pelo local, “vimos as celas abertas e sem qualquer interno ali”, completa. Os 25 militares dos regimes aberto, semiaberto e fechado, ficam acondicionados em “puxadinhos” com banheiro privativo.

O MPE vai apurar as possíveis concessões de regalias aos presidiários, com a finalidade de adequar o Presídio Militar o mais próximo possível de uma unidade prisional comum. “Vamos levar todo o tempo que for necessário no inquérito para adequar o cotidiano dos internos nos moldes e fazer com que o preso militar consiga sentir o peso da condição”, explica o promotor.

O caso veio à tona depois que o delegado de Polícia Civil Fábio Peró, denunciou regalias concedidas pelo presídio ao soldado da Polícia Militar Rodrigo Rocha Belini, preso acusado de praticar assaltos na Capital. Segundo relato do próprio delegado, Belini foi levado até a Derf (Delegacia de Roubos e Furtos) onde seria ouvido.

Em uma das celas ele teria chamado o delegado e reclamado do calor. “Ele me disse que estava muito quente na cela e eu o questionei se lá no presídio não era quente também. Foi aí que ele me disse que não, que lá ele podia circular pelos corredores”, afirmou. O soldado também disse ter tido acesso a ligações telefônicas e uso da internet.

O inquérito civil está na fase inicial e já foram ouvidos o diretor do Estabelecimento Penal, coronel Francisco de Assis Ovelar, o delegado da Derf, que realizou a prisão do soldado, Fábio Peró e o soldado da PM Rodrigo Rocha Belini. Na tarde de hoje, foi ouvido também o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto David dos Santos.

O interrogatório de Belini causou constrangimento ao promotor. Segundo ele, o soldado chegou e saiu sem o uso de algemas, quando deveria no mínimo ser conduzido por uma escolta fortemente armada.

Através de ofício, o diretor do Estabelecimento Penal, coronel Francisco de Assis Ovelar informou que foi providenciada ontem a demolição da churrasqueira de alvenaria que se encontrava no pátio interior do Presídio e a retirada de toda e qualquer estrutura que pudesse ser usada fazer churrascos.

Ainda será ouvido o investigador de Polícia Civil da Derf, Paulo José dos Santos Queiroz.

Inquérito - Sem previsão de conclusão, os próximos passos no inquérito incluem a realização de perícia técnica no Presídio, e oitiva do secretário da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), Wantuir Jacini acerca dos fatos. O MPE deve ainda oficiar a Procuradoria da República para que sejam fornecidos elementos acerca do Bombeiro Ales Marques, que estaria em condições “questionáveis” dentro do Presídio.

O bombeiro Ales Marques é considerado uma ameaça à segurança de juízes federais e de outras pessoas. Após investigação revelar que, apesar de oficialmente preso, ele foi visto fora do presídio. O MPF (Ministério Público Federal) em Mato Grosso do Sul pediu à Justiça a transferência dele para um presídio federal, preferencialmente fora do estado.

Mesmo preso, Ales Marques arquiteta a morte de desafetos e de juízes federais que atuam nos processos nos quais é acusado de liderar quadrilha de tráfico internacional de drogas.

Militar preso tinha plano para matar juízes federais
Ele usa celulares e sai da cadeia para fazer "diligências".Detido no Presídio Militar de Campo Grande, o bombeiro Ales Marques é considerado uma ame...
Bombeiro acusado de tráfico volta para Presídio Militar
Decisão de hoje da 1ª Turma Criminal do TJ (Tribunal de Justiça) de Mato Grosso do Sul determinou a transferência para o Presídio Militar do bombeiro...


Com certeza esses comentarios contrarios deve ter saido dos computadores do presídio!
Quanta baboseira...

Que os maus paguem devidamente por seus atos!

Abraço e obrigado aos bons!
 
Edivaldo Raiol em 25/04/2011 06:48:01
Não entendo isso. Enquanto as autoridades la de Brasília editam normas restringindo o uso de algemas, o senhor promotor reclama que o preso militar foi para a audiência desalgemado. Oras, se sua escolta não o algemou, se não estava "fortemente armada" como queria o senhor promotor, é certo que não o fez porque o preso não oferecia risco de fuga ou risco a vidas alheias. Por outro lado, a quase totalidade dos nossos magistrados exige a retirada das algemas de presos assim que estes entram na sala de audiências. Estarão eles errados??? E, com todo respeito: de escolta quem entende é polícia
 
Luis fernando ferreira da silva em 21/04/2011 12:16:56
Eu acho fundamental o MP atuando hoje, porém as autoridades responsáveis nunca são punidas por nada, sempre é os que estão na frente do problema. Já houve punição para os governadores por superlotação nas Unidades penais ? Por que não começa pelos principais responsáveis ?
 
luiz alves pereira em 20/04/2011 11:33:15
Só uma dúvida Sr. Promotor; Pra onde vao os senhores promotores, Juízes, desenbargadores em caso de reclusão?
para o Presideo Federal? vcs gostariam de ir pra lá? todos são funcionários públicos e os direitos são para todos, a lei é uma só! Ou não é???????????

Dirce Stroppa Dominoni
 
Dirce Fermino Stroppa Dominoni em 20/04/2011 10:27:40
Querem acabar com a colonia de ferias, façam o que ocorrem com os juízes desemb. promotores, aposentadoria compusória, pois todos é funcionário público.Pois não há diferença a lei é pra todos não é?
 
Felipe Salinas em 20/04/2011 03:14:50
E como deveria ser o presídio senhor promotor? igual as salas especiais a que tem direito os membros do MP e Advogados?
 
joao de deus em 20/04/2011 03:07:03
Tá e o presídio de segurança máxima da capital, não tem previlégios os presos tem até video game, visita intima e a maior penitenciaria do estado a PHAC é uma vergonha e a promotoria não faz nada...presos dão telefonema para rádio e esses promotores não falam nada...outra os internos podem pichar, destruir a cela que ninguem condene eles por dano ao patrimonio publico e em Dourados mesmo a promotoria pediu a intervenção do presidio semi aberto porque não tinha condições para um ser humano viver lá....mas eles por acaso sabem que quem distroi o presidio são eles mesmos....porque o estado não pune quem distroi as celas.
 
carlos alberto em 19/04/2011 10:32:07
o que acontece no brasil é que todo presidio... é na realidade uma colonia de férias com ireito a aprendizado para o crime..pq o que tem de bandido solto por que ja ta chegando a pascoa.... é brincadeira....e as pessoas que eles maltratam estão ai presas em suas proprias casas.. casas que são construidas com suor...... alguem hoje sabe o que significa a palavra suor....suor de trabalho.. de responsabilidade...deem indulto a presos e vai continuar a gente vendo sempre que beneficiado roubou na sua folga...lugar de preso é PRESO...e que façam alguma coisa de produtira pois pagar salario pra preso nao existe em lugar nenhum na cabeça de algum cidadao de bem.....

estou a disposição

 
edwaldo rodrigues em 19/04/2011 08:36:09
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