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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

13/08/2013 07:00

Parques se consolidam como espaços para "viver e ser feliz"

Bruno Chaves
Parques se consolidam como espaços para viver e ser feliz

Conhecidos como locais próprios para práticas de lazer, os parques e as praças de Campo Grande se tornam boas alternativas para aqueles que querem desfrutar o tempo livre com a família e com os amigos. Ao completar 114 anos, a Capital Morena, que possui clima propício para uma cidade litorânea, mas não tem mar, oferece, a quem escolheu morar aqui, o que tem de melhor: praças, parques, lagos, animais, o verde de natureza e o azul do céu.

As opções para aqueles que gostam de curtir um momento ao ar livre são várias. Vão do Horto Florestal e passam pelos parques das Nações Indígenas, dos Poderes, Itanhagá, Ayrton Senna, Elias Gadia, Belmar Fidalgo, Tarsila do Amaral, Jacques da Luz e outros, que a memória do repórter não conseguiu resgatar.

Inúmeras são as atividades praticadas nesses lugares. Muitos se reúnem para tomarem o famoso tereré. Mas têm aqueles que vão para a caminhada, para os esportes, o piquenique, o namoro à beira do lago, o momento fotográfico em meio à natureza e diversas outras.

De todos os parques, o das Nações Indígenas conquistou espaço no coração dos campo-grandenses e virou cartão postal da cidade. Sem dúvidas, é o mais frequentado por quem vive aqui e por quem está apenas de passeio.

Para esses, que moram em outras cidades, é quase uma obrigação passar pelo local para contemplar a beleza de um dos maiores parques dentro de um perímetro urbano do mundo e que tem a vista mais bonita do pôr do sol da cidade.

“Aqui tem algo que alivia a tensão, que relaxa. Não sei explicar, mas é bom”, fala a artista plástica, Marília Jocir, 59 anos, que mora no Rio de Janeiro (RJ) e veio à Capital a trabalho. “Nós gostamos muito e achamos fantástico. É muito organizado e limpo”, completa Maria Inês Saba, 62, que mora em Campinas (SP) e também veio à cidade para executar a mesma tarefa que Marília.

As turistas ainda se encantaram com as capivaras. “São muito lindas e aos montes”, diz Marília.

Vista do Parque das Nações Indígenas. Pelo belo entardecer, Campo Grande é conhecida como Cidade Morena (Foto: Marcos Ermínio)Vista do Parque das Nações Indígenas. Pelo belo entardecer, Campo Grande é conhecida como Cidade Morena (Foto: Marcos Ermínio)

Em poucos minutos de conversas no Parque das Nações, é fácil encontrar os turistas. Pessoas que moram aqui perto, em Nova Andradina, por exemplo, e aquelas que moram a milhares de quilômetros de distância, como em Salvador (BA) e São Luís (MA), vão ao parque para curtir a tarde campo-grandense.

“Eu acho o parque muito bonito, calmo e romântico. Gosto de aproveitar os horários de folga aqui. É tranquilo, limpo e tem um ambiente familiar. É bem melhor do que ir ao shopping, por exemplo, onde é um lugar de consumismo”, diz a jovem Ana Letícia de Oliveira, de 22 anos, que nasceu no Maranhão e veio à Capital Morena para estudar.

Mesmo visitado frequentemente por “estrangeiros”, os parques são verdadeiramente apreciados por quem moram aqui. “É um local perfeito. Se você observar, tem mães com crianças que tem o primeiro contato com a natureza. Mães ensinando seus filhos a darem os primeiros passos. É muito gostoso. É um lugar de família e de sossego”, diz a professora Suse Sato Santana, de 29 anos, que aproveita as tardes para caminhar no parque.

Já Nataly Xeres Rocha, escolheu o Parque das Nações Indígenas para registrar um momento único da sua vida, o álbum de 15 anos. Acompanhada da mãe e de uma fotógrafa, a menina escolheu o gramado do parque para ser o palco principal de suas recordações da juventude.

Além de serem locais de passeio, os parques da cidade também são lugares de práticas esportivas. As opções são várias e são gratuitas: futsal, basquete, vôlei, yoga, ginástica aeróbica, hidroginástica, natação, dança de salão, luta olímpica, judô e ginástica rítmica.

O agenciador de seguros Edson de Oliveira, 30 anos, e a assistente de serviços de saúde, Helen Freire dos Santos, 23 anos, que são casados, também aproveitam as atividades esportivas para praticarem um pouco de exercícios.

“Agregamos o esporte com o divertimento. Frequentamos o Parque Belmar Fidalgo para jogar Beach Tenis. É uma oportunidade excelente”, diz Edson, que garante que a procura pelas atividades nos parques é grande. “Eles são lotados. As pessoas aproveitam para se divertirem. É lazer aliado a qualidade de vida”, comenta.

 

Casal aproveita parque para namorado ao ar livre (Foto: Marcos Ermínio)Casal aproveita parque para namorado ao ar livre (Foto: Marcos Ermínio)
Parque também é opção de prática de esportes (Foto: Marcos Ermínio)Parque também é opção de prática de esportes (Foto: Marcos Ermínio)

Há quatro anos praticando atividades no Parque Jacques da Luz, que fica no bairro Moreninhas III, a dona de casa Juliana Barros, 35 anos, mostra-se muito contente com a disponibilidade do parque para a comunidade. “Comecei fazendo ginástica, aí surgiram outras atividades, descobri outras coisas e não quero mais parar”, comenta sobre as várias opções de lazer.

Os idosos também têm vez no quesito diversão. O centro de convivência do idoso, do Parque Jacques da Luz, é um dos lugares onde a diversão é garantida a quem está na melhor idade da vida. Lá, cerca de 200 frequentadores jogam bingo, praticam a dança de salão e fazem atividades manuais.

“Também fazemos caminhada, alongamento e ginástica”, diz dona Terezinha Mendonça Zandona, 59 anos. “É bom para a mente e para o corpo”, completa. Ao lado dela, o senhor Ernandes Rodrigues de Souza, 67 anos, um pouco tímido ante a reportagem, diz que participa das tarefas recreativas e confessa que tem preferência pelo baile. “Dançar faz bem para o corpo”, afirma.

O centro de convivência vive cheio de idosos. No momento da visita dos repórteres, todos estavam sentados em grandes mesas e participavam de um grandioso bingo, cujos prêmios eram pequenos objetos trazidos por eles próprios. “Carro e moto, tudo em miniatura. É uma brincadeira”, explica Terezinha.

Certamente, para os moradores de 8 a 100 anos, os parques são excelentes escolhas para momentos de diversão, esportes e lazer. Sempre arborizados, com muitas sombras e locais para atividades, eles oferecem horas de alegria, de reflexão e de momentos com a natureza. Conhecida como Cidade Morena, pelo belo entardecer, Campo Grande deve muito dessa fama as paisagens dos parques da cidade, onde momentos únicos podem acontecer.

Na outra quadra do Jacques da Luz, meninas praticam ginástica rítmica (Foto: Marcos Ermínio)Na outra quadra do Jacques da Luz, meninas praticam ginástica rítmica (Foto: Marcos Ermínio)
Meninos jogam futsal em momentos de lazer no Parque Jacques da Luz (Foto: Marcos Ermínio)Meninos jogam futsal em momentos de lazer no Parque Jacques da Luz (Foto: Marcos Ermínio)


Ao Mario Márcio,Campo grande existe sim, muitas industrias mas de pequeno porte, que são as que mais empregam de verdade e tem muita oportunidade de trabalho,para você três lagoas está melhor,entendo, mas ai ocorre que é escolhida para indústria de grande porte,por 'N' motivos como a presença do imenso rio Paraná,usinas hidrelétrica e a proximidade maior com a região sudeste do país.
 
antonio costa em 13/08/2013 11:29:36
Como é linda minha cidade morena, pena que não exista uma política forte para a industrialização, como ocorre por exemplo em Três Lagoas e faz com que seus filhos tenham que morar em outra cidade para trabalhar.
Mas mesmo longe continuo amando Campo Grande e a esperança de voltar.
 
Mario Marcio em 13/08/2013 10:22:18
pena o parque do horto florestal, estar tão sem conservação,em suas entradas,matagal e guaritas abandonadas e sujas e sem funcionários para instruir os turistas sobre as coisas da cidade morena.
 
antonio costa em 13/08/2013 08:16:22
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