“Pavor”, relata jovem baleada com chumbinho por motorista de aplicativo
Tudo foi motivado após vítima adicionar parada no trajeto; polícia procura autor dos disparos
O que era para ser apenas o fim de uma noite de diversão terminou em medo, ferimentos e cenas que não saem da cabeça. "Apavorante", disse uma das jovens atingida por tiros de chumbinho disparados por um motorista de aplicativo na Avenida Rita Vieira de Andrade, em Campo Grande. Ela e uma amiga foram socorridas, encaminhadas para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e já receberam alta médica.
RESUMO
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Duas jovens foram baleadas com chumbinho por motorista de aplicativo na Avenida Rita Vieira de Andrade, em Campo Grande, na madrugada deste domingo. O incidente ocorreu após uma discussão sobre alteração no trajeto da corrida, quando o condutor exigiu que as passageiras descessem do veículo. Após deixar o local inicialmente, o motorista retornou e efetuou disparos contra as vítimas. Uma estudante de 28 anos foi atingida três vezes na perna, enquanto sua amiga sofreu ferimentos no nariz, peito e joelho. Ambas foram atendidas em uma UPA e receberam alta. A polícia investiga o caso.
Em relato ao Campo Grande News, a estudante de 28 anos contou que chamou motorista de aplicativo para ela e uma amiga que trabalha como atendente de bar. As duas saíam de uma balada no Jardim Mansour, no início da manhã deste domingo (25). “A gente estava saindo da balada, solicitei o Uber e, algum tempo depois, adicionei uma parada para deixar minha amiga, porque o bairro dela é mais longe que o meu. Eu moro no Village Parati e ela no São Conrado”, contou.
Ao perceber a alteração na corrida, o motorista parou o carro e ordenou que as duas descessem. “Ele encostou o carro e falou: ‘pode descer’. Eu falei: ‘como você vai deixar a gente sozinha no meio da rua?’ A gente discutiu. Ele disse: ‘o carro é meu, pode descer, essa era minha última corrida’”, relatou.
Ainda conforme a estudante, a discussão se intensificou. “A gente discutiu, xingamos ele. Eu desci do carro e minha amiga continuou discutindo com ele dentro. Ele quase me atropelou. Minha amiga saiu e ele arrancou com o carro”, disse.
As duas ficaram na Avenida Rita Vieira de Andrade e solicitaram outra corrida pelo aplicativo. “Fui chamando outro Uber, ele aceitou e estava a seis minutos de distância. A gente ficou conversando, chateadas, cansadas, querendo ir para casa”, lembra.
Cerca de cinco minutos depois, o motorista que havia mandado as jovens descerem voltou ao local. “Ele voltou atirando na gente. Quando virei para o lado, vi ele atirando, vi a arma e achei que fosse de verdade. Depois percebi que era laranjada. A minha amiga correu e eu senti na perna que furou”, descreveu.
A jovem contou que, após os disparos, o motorista fugiu. “Depois ele acelerou e subiu. Eu consegui gravar a placa e subi já ligando para a polícia”, afirmou. No local, a cena era de desespero. “Vi muito sangue no chão e comecei a passar mal. O rosto da minha amiga estava lavado de sangue, a roupa dela cheia de sangue. Deu fratura no nariz dela. Foi apavorante”, relatou.
Pouco depois, o segundo motorista de aplicativo chegou. “Eu nem conseguia falar com ele,” disse. A estudante conta que uma das balas de chumbinho ficou alojada no joelho da amiga. “A bala estava esquentando muito. A gente apertou e saiu a bolinha do joelho,” contou. Em seguida, a Polícia Militar também chegou ao local e o motorista de aplicativo levou as duas até a UPA.
No total, a estudante foi atingida por três balas de chumbinho na perna. A amiga sofreu ferimentos no nariz, peito e joelho. “Ela se apavorou muito. Eu ainda nem consegui chorar. Fiquei pensando no meu filho e a cena fica repetindo na cabeça. E se fosse uma arma de verdade?”, desabafou.
O caso foi registrado pela polícia, que agora procura pelo motorista de aplicativo.
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