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Capital

Pedestre percebe arara presa em ninho e ave é resgatada pelos bombeiros

Resgate com vida da arara-canindé foi comemorado pelos bombeiros e por Cleonice, que notou a ave presa

Por Silvia Frias e Mirian Machado | 24/10/2021 10:55
Viatura precisou ser manobrada para que bombeiro chegasse até a ave. (Foto: Mirian Machado)
Viatura precisou ser manobrada para que bombeiro chegasse até a ave. (Foto: Mirian Machado)

Arara-canindé foi resgatada depois de ter ficado com a asa presa no ninho localizado às margens da Avenida Brigadeiro Tobias, no Bairro Universitário. O resgate com vida foi comemorado pelos bombeiros e por pedestre atenta, que percebeu o incidente com a ave.

Ninho foi construído na árvore oca. (Foto: Mirian Machado)
Ninho foi construído na árvore oca. (Foto: Mirian Machado)

A auxiliar de serviços gerais Cleonice Silva, 51 anos, passava pela via a caminho da feira, por volta das 8h30. “Eu achei que a arara estava muito queita”. Naquele trecho, três troncos de árvores são usadas como ninhos para casais de araras. Em um deles, dois pousados observavam o terceiro, que só era possível ver a asa.

Cleonice percebeu que a arara estava presa e, sem celular, começou a avisar quem passava por ela para que chamasse o Corpo de Bombeiros. Cruzou com a viatura e indicou o local exato.

Debaixo, acreditava-se que a ave pudesse estar morta, pois não havia movimentação aparente e também não se ouvia o grasnado.

Arara ficou com a asa presa no ninho. (Foto: Mirian Machado)
Arara ficou com a asa presa no ninho. (Foto: Mirian Machado)

A equipe teve certa dificuldade para chegar ao topo da árvore, por conta da fiação de energia elétrica. A viatura da APA (Auto Plataforma Aérea) teve que ser manobrada para que o bombeiro fosse elevado e alcançasse a árvore.

Quando se aproximou da árvore, o bombeiro percebeu que ela estava viva, o que foi comemorado pela equipe e deixou Cleonice emocionada. “Graças a Deus, está viva”, disse. Depois do ocorrido, pediu para tirar foto com a ave.

A ave apresenta ferimento na asa esquerda, com provável fratura e será levada para o Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande.

Cleonice e o aluno Carlos Eduardo Duarte Batista com a ave resgatada. (Foto: Mirian Machado)
Cleonice e o aluno Carlos Eduardo Duarte Batista com a ave resgatada. (Foto: Mirian Machado)


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