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Capital

Perdeu a placa do veículo ao encarar alagamento? Prejuízo pode chegar a R$ 400

Se a placa extraviada for do modelo antigo, condutor deverá alterar documento

Por Cleber Gellio | 23/01/2022 16:58
Motoristas enfrentam rua alagada em dia de chuva no Bairro Tiradentes (Foto: Marcos Maluf) 
Motoristas enfrentam rua alagada em dia de chuva no Bairro Tiradentes (Foto: Marcos Maluf)

As fortes chuvas dos últimos dias, além de causar transtornos ao trânsito, têm causado prejuízos aos motoristas que decidem enfrentar os pontos de alagamentos em Campo Grande. Isso porque, ao tentar cruzar os trechos cobertos pela água, as placas dos veículos desprendem-se, ficando pelo meio do caminho. De acordo com o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), trafegar sem uma das placas é infração gravíssima e resulta em multa de R$ 293.47.

Pelo menos duas delas foram encontradas pelo lavador de carros, Ademir Benites, 41 anos, próximo ao posto de combustíveis no qual trabalha, na Avenida José Nogueira Vieira com a rua do Padeiro, no Bairro Tiradentes. A região foi uma dos mais atingidas pelas fortes chuvas de quarta (19), conforme publicou o Campo Grande News na reportagem: Chuva forte causa transtorno no Bairro Tiradentes: “A rua virou um rio”. “Quando estava voltando para casa, encontrei as placas na mesma avenida que alagou. Caso os proprietários queiram recuperar é só vir buscar”, disse Benites.

Plcas encontradas por Ademir estão à disposição aos proprietários que perderam (Foto: Direto das Ruas)
Plcas encontradas por Ademir estão à disposição aos proprietários que perderam (Foto: Direto das Ruas)

Caso o item de identificação do veículo ainda seja do modelo antigo, “o proprietário terá que fazer uma vistoria e alterar a documentação para o modelo atual, chamado de padrão Mercosul, que permite o trânsito aos países que compõem o bloco, antes do novo emplacamento”. “As placas antigas estão fora de linha e por isso, o proprietário do veículo que vir a perder uma das placas deverá procurar atualizar a documentação do veículo e posteriormente uma estampadora para providenciar a troca”, informou, via assessoria, o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul).

A reposição das placas são feitas somente pelas empresas credenciadas. Os valores para o ‘novo emplacamento’ variam entre as 20 empresas credenciadas para realizar o serviço em Campo Grande. Conforme apurou a reportagem, os valores variam entre R$ 220,00 e R$ 240,00.  Nos casos das motocicletas o preço médio é de R$ 110,00.  Já as vistorias, para regularização do documento, podem ser feitas, além das credenciadas, também no próprio Detran, ao valor de R$ 183,00.

Rodney Sales, aposta no capricho para fidelizar cliente (Foto: Cleber Gellio)  
Rodney Sales, aposta no capricho para fidelizar cliente (Foto: Cleber Gellio)

De acordo com Rodney Sales Prado da Silva, 38 anos, gerente de uma estampadora (nome técnico) localizada na Rua Joaquim Murtinho, no mesmo Bairro Tiradentes, o serviço custa R$ 220,00, o par, no pagamento à vista. Com o período de chuvas e alagamentos espalhados pela Capital, a troca do item tem aumentado, chegando ficar até 20% acima do volume habitual. “Fazemos aproximadamente 150 instalações ao mês, mas quando chega esse período aumenta um pouco. A maioria das queixas sobre perdas é de motoristas que transitam por estradas de terra, pois o volume de água retida é maior, mas sempre tem aqueles que perdem dentro da cidade ao tentar passar por pontos alagados”.

No mercado há um ano e meio, Prado diz que é recorrente este tipo de avaria, principalmente nas placas frontais dos veículos, “porque são apenas dois parafusos do tipo soberbo que prendem a placa ao para-choque e como o material é plástico, com o passar do tempo e pressão da água acaba cedendo”.   Ele aposta em serviço extra sem custo, como um bônus, para fidelizar o cliente. “Como já sabemos que isso pode ocorrer quando o cliente utiliza vias que alagam, colocamos uma fita adesiva de alta fixação para que a placa não solte. Quando conseguimos o acesso por dentro do para-choque, ainda colocamos porcas. Dessa maneira não sai mesmo”, explicou.

Confira a lista de empresas credenciadas.

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