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Capital

Perícia diz que Rondon pode ficar preso e juiz mantém decisão

Condenado a 13 anos e meio de reclusão por mutilar pacientes, Rondon vai receber tratamento no Centro de Triagem Anízio Lima

Por Adriano Fernandes e Marta Ferreira | 28/11/2019 19:13
Rondon chegando para a avaliação pericial na clínica da Padre João Crippa. (Foto: Clayton Neves)
Rondon chegando para a avaliação pericial na clínica da Padre João Crippa. (Foto: Clayton Neves)

O juiz Mauro César Esbalquério Junior, da 1ª Vara de Execução Penal de Campo Grande negou o pedido da defesa do o ex-médico Alberto Jorge Rondon de Oliveira - condenado a 13 anos e meio de reclusão por mutilar pacientes-, para que o cliente cumprisse a pena em prisão domiciliar.

Os advogados Fabio Trad Filho e Luciana Abou Ghattas, pediam a transferência do ex-médico devido aos problemas de saúde do cliente, de 63 anos, relacionado a diabetes, depressão e hipertensão arterial. No entanto, o perito designado para examinar Rondon, no último dia 12 de novembro, constatou que apesar da gravidade da enfermidade do ex-médico ele tem condições de cumprir a pena em regime fechado. 

No despacho, Mauro César indeferiu o pedido, mas determinou que Rondon receba o tratamento necessário na prisão, autorizando inclusive, a sua saída sob escolta para exames e consultas. À reportagem os advogados do ex-médico informaram que irão recorrer da decisão.

O caso - Rondon está preso desde o dia 23 de outubro, na cela 17 do Centro de Triagem Anízio Lima, no complexo penal da saída para Três Lagoas. O ex-médico foi condenado a 13 anos e meio de prisão em regime fechado por lesão corporal a dezenas de pacientes mutiladas em cirurgias plásticas mal sucedidas.

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