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Capital

Pintor é decapitado em explosão de cilindro de tintas na BR-163

Por Bruno Chaves e Aliny Mary Dias | 05/12/2013 11:48
Trabalhador era do interior de Minas Gerais e estava em Campo Grande há duas semanas (Foto: Cleber Gellio)
Trabalhador era do interior de Minas Gerais e estava em Campo Grande há duas semanas (Foto: Cleber Gellio)

O técnico de pintura Leandro Carvalho, 34 anos, morreu por volta das 11h desta quinta-feira (5) depois que um cilindro de tinta que era utilizado na pintura na rodovia BR-163, saída de Campo Grande para São Paulo, explodiu. O trabalhador foi decapitado e a cabeça foi parar a 4 metros do corpo.

Leandro trabalhava há cinco meses para a empresa Supervia, que é de Minas Gerais e presta serviços ao Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). Ele estava há duas semanas, em Campo Grande, trabalhando na pintura das faixas da BR-163.

No momento do acidente, o trabalhador preparava um dos dois cilindros de tinta que ficam na carroceria do caminhão. A tampa de um deles explodiu e decapitou Leandro na hora. O corpo da vítima permaneceu no veículo e a cabeça foi arremessada a cerca de 4 metros na rodovia.

Ainda não é possível afirmar as causas do acidente. Os cilindros que ficam no caminhão são interligados as mangueiras por meio de compressores.

O Corpo de Bombeiros e a Perícia da Polícia Civil foram acionados. O delegado Thiago Macedo, da 4ª Delegacia de Polícia, também está no local, assim como a PRF (Polícia Rodoviária Federal) que controla o tráfego de veículos.

Para o colega de trabalho de Leandro, Antônio César, 44, um acidente de trabalho como o de hoje nunca foi visto. “Há seis anos eu trabalho com isso e nunca vi nada parecido”, disse. Nenhum dos oito funcionários da empresa Supervia conseguem entender como o cilindro explodiu.

Ainda de acordo com Antônio, a família da vítima, que reside em Uberlândia, interior de Minas Gerais, foi avisada do acidente e está a caminho da Capital.

Perícia está analisando local do acidente (Foto: Cleber Gellio)
Perícia está analisando local do acidente (Foto: Cleber Gellio)
Colegas não entendem como cilindro explodiu (Foto: Cleber Gellio)
Colegas não entendem como cilindro explodiu (Foto: Cleber Gellio)
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