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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

07/05/2015 16:09

PMs usaram disfarce da Denar e exigiram R$ 150 mil para liberar casal

Edivaldo Bitencourt
Armas e munições foram encontradas na casa de policial acusado de extorsão (Foto: Divulgação)Armas e munições foram encontradas na casa de policial acusado de extorsão (Foto: Divulgação)

Um soldado de 26 anos e um cabo de 44 anos se passaram por policiais da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) e exigiram o pagamento de R$ 150 mil para liberar um casal suspeito de tráfico de drogas. Conforme o boletim de ocorrência, os dois policiais militares, presos em flagrante, também tinham um arsenal de armas de fogo em casa.

A investigação foi conduzida pela PM-2, serviço reservado da Polícia Militar. Um casal iria receber 5 quilos de cocaína de Corumbá e receberiam R$ 2 mil para ajudar o homem a distribuir o entorpecente em Campo Grande.

Conforme o boletim, os dois militares do Pelotão do Bairro Coophatrabalho flagraram o casal na região da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco). O soldado e o cabo estavam com coletes da Denar e atuaram os dois homens, incluindo-se o que chegou com a droga de Corumbá, e a mulher. Inicialmente, eles pegaram de R$ 300 a R$ 400 que estava na carteira.

Em seguida, os três foram levados para um outro bairro. No local, os homens foram algemados. Um terceiro homem, condutor de um veículo Hyundai i30 se juntou aos policiais e passou a fazer parte da extorsão.

Enquanto um policial ficou com a mulher e o traficante vindo de Corumbá em uma lanchonete, o marido foi liberado para arrumar R$ 150 mil. No decorrer da noite de ontem, os policiais reduziram o valor da extorsão para R$ 75 mil. Em nova negociação, conforme a ocorrência, eles aceitavam receber R$ 22 mil ontem à noite e os R$ 53 mil restantes deveriam ser entregues até às 16h de hoje em troca da liberdade do casal.

A mulher contou que foi obrigada a entregar ao policial R$ 1.050,00, que estavam dentro da carteira em cédulas de R$ 50. As negociações foram feitas, inclusive, dentro do pelotão do Bairro Coophatrabalho.

Quando o homem chegou para acertar o pagamento, os dois policiais, o soldado e o cabo, foram presos em flagrante. O motorista do veículo i30 conseguiu fugir e levou os 5 quilos de cocaína.

A polícia descobriu que os PMs tinham usado uma fita adesiva preta para adulterar a placa do veículo Fiat Uno usado na extorsão.

Na casa de um dos policiais, a PM-2 encontrou três armas de fogo de cano longo calibre 22, 118 munições de calibre .40 e outras 100 de calibre .36. A pistola do policial só foi encontrada horas depois pela esposa do suspeito.
Os policiais foram presos e encaminhados para o presídio militar.



O pior tipo de criminoso é o policial bandido, PM ou CIVIL, pois eles utilizam do conhecimento recebido em cursos e também do aparato da policia, viatura, armas, algemas, ou seja nosso dinheiro, tiram a vaga de outro
Antes de se propor transformar em crime hediondo matar policiais, devemos transformar em hediondo, policiais cometerem qualquer tipo de crime, em serviço ou não, pois ninguem os obrigou a fazer concurso publico, então eles são obrigados a cumprir com a promessa feita, de servir e proteger a sociedade.
Vamos atras do terceiro elemento que fugiu do local, que pode ser mais um PM, e o pior, pode ser um oficial da PMMS, pois pelo que consta até agora ele é quem comandava os dois praças (SOLDADO/CABO/SARGENTO), não me surpreende se for este o final.
 
Verdade em 08/05/2015 09:47:49
Hoje em dia é difícil saber quem é o bandido e que é a polícia, a que fase chegamos, decepcionante, vergonhoso a todos.
 
Marcola em 07/05/2015 18:48:25
Estes já podem sair candidatos a vereador em Campo Grande nas proximas eleições...
 
Max em 07/05/2015 16:49:33
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