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Capital

Polícia investiga outros casos de estupro envolvendo motorista de aplicativo

Após vídeos da vítima viralizarem, outras mulheres procuraram a jovem e relataram situações semelhantes

Por Clara Farias | 14/09/2026 11:51
Polícia investiga outros casos de estupro envolvendo motorista de aplicativo
David Cordeiro de Oliveira foi preso na noite deste domingo (13), na região central de Campo Grande. (Foto: Direto das Ruas)

Preso por suspeita de estuprar uma jovem de 20 anos durante uma corrida por aplicativo, David Cordeiro de Oliveira, de 36 anos, já havia sido preso anteriormente por ato obsceno e também foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por tentativa de estelionato. Agora, além da denúncia que resultou na prisão temporária dele, a Polícia Civil investiga possíveis outros crimes sexuais envolvendo o motorista em Campo Grande.

RESUMO

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Motorista de aplicativo David Cordeiro de Oliveira, de 36 anos, foi preso em Campo Grande por suspeita de estuprar uma jovem de 20 anos durante uma corrida pelo InDrive. O suspeito tem antecedentes por ato obsceno e foi denunciado por tentativa de estelionato. Após a vítima relatar o caso nas redes sociais, outras mulheres afirmaram ter vivido situações semelhantes com o motorista. A prisão temporária de 30 dias foi autorizada pela Justiça.

Depois que a vítima relatou o caso nas redes sociais, outras mulheres afirmaram ter vivido situações semelhantes envolvendo David. Conforme apurado pelo Campo Grande News, nenhuma dessas possíveis vítimas procurou a delegacia até o momento para registrar ocorrência.

A denúncia que levou à prisão aconteceu durante a madrugada de sábado (12). A jovem, que trabalha como assistente comercial, havia saído de uma festa no Centro e solicitado uma corrida pelo aplicativo InDrive para voltar para casa, no Jardim Imá.

Ela afirmou que tentava se desvencilhar e abrir a porta do veículo, até que conseguiu. Após sair do carro, entrou em casa, mas o motorista permaneceu em frente à residência, olhando para o celular e para dentro da casa. A jovem contou que ficou com tudo apagado. “Guardei o vestido, escovei os dentes, me senti suja”, relatou.

Segundo contou à reportagem, o trajeto transcorreu sem problemas. Ao chegar em frente à residência, no entanto, o motorista parou o carro e acendeu a luz interna do veículo. Ele teria feito comentários sobre a aparência da passageira e dito que ela “não tem cara de que passa a perna nas pessoas”.

Em seguida, conforme o relato, David teria exposto o órgão genital, saído do banco da frente e ido para a parte traseira do veículo, onde abusou da jovem. Ela contou que tentou se desvencilhar e abrir a porta do carro até conseguir sair.

Depois de entrar em casa, a jovem percebeu que o motorista continuava parado em frente à residência. “Guardei o vestido, escovei os dentes, me senti suja”, relatou.

O caso ganhou repercussão depois que a vítima publicou o relato nas redes sociais. A partir disso, outras mulheres passaram a procurá-la para contar situações que, segundo elas, também teriam ocorrido durante corridas com o mesmo motorista.

Ainda na noite de domingo (13), David foi preso pelo Setor de Capturas da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). A prisão temporária, com prazo de 30 dias, foi autorizada pela juíza Vania de Paula Arantes durante o plantão judicial.

Ao analisar o pedido feito pela Deam, que teve parecer favorável do MPMS, a magistrada considerou que a permanência do investigado em liberdade poderia prejudicar a apuração. “No caso dos autos, a Autoridade Policial asseverou que a prisão temporária do representado é fundamental para a conclusão das investigações em trâmite”, registrou.

Conforme apurado pela reportagem, David também foi preso em março de 2014 por ato obsceno. As circunstâncias e o desfecho do caso ainda serão detalhados nesta reportagem.

Mais recentemente, ele foi denunciado pelo MPMS por tentativa de estelionato. Conforme a denúncia apresentada em julho de 2024, David teria tentado obter vantagem ilícita de R$ 150 mil por meio da transferência de um terreno usando documentos falsos.

Segundo o Ministério Público, o crime não foi consumado por circunstâncias alheias à vontade do denunciado. David foi denunciado por tentativa de estelionato.