Interventor propõe mesa conjunta para negociar salário de motoristas
Atualmente o valor-base é de R$ 3,2 mil; índice de reajuste será definido em assembleia nesta terça-feira

A negociação salarial dos trabalhadores do transporte coletivo de Campo Grande deverá envolver o município, as empresas que integram o Consórcio Guaicurus, uma possível compradora e o sindicato da categoria. Segundo o interventor geral, Alexandro de Oliveira, a quantidade de partes envolvidas torna a situação “extremamente conturbada” e exigirá a formação de uma mesa conjunta.
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Os trabalhadores se reúnem nesta terça-feira (15) para definir a pauta de reivindicações da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) de 2026/2027. O salário-base dos motoristas é atualmente de R$ 3.266,60, e o índice de reajuste deverá ser deliberado durante a assembleia.
De acordo com Alexandro, os interventores representam o município na gestão temporária do sistema, enquanto o Consórcio Guaicurus e as empresas que o integram permanecem como proprietários. Paralelamente, existe uma possível compradora negociando a aquisição das empresas e do contrato de concessão.
“Isso cria uma relação extremamente conturbada, porque existem muitos interesses envolvidos. Nós já conversamos com o sindicato sobre isso”, afirmou o interventor geral em entrevista ao Campo Grande News.
O interventor explicou que a comissão já realizou reuniões com as partes envolvidas para buscar uma definição sobre a condução das negociações. Segundo ele, a intervenção não poderá decidir sozinha sobre compromissos que eventualmente precisarão ser cumpridos após o encerramento da gestão municipal. “Não tenho a intenção de negociar algo que vai ser cumprido depois do término da intervenção”, declarou.
A solução discutida até agora é reunir todos os envolvidos na mesma mesa, incluindo o sindicato que representa os trabalhadores. “No momento adequado, vamos nos sentar, conversar e tentar encontrar a melhor solução”, acrescentou Alexandro.
A assembleia está marcada para as 9h, em primeira convocação, e para as 9h30, em segunda chamada, na sede do STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande), localizada na Rua Rui Barbosa, na Vila Glória. A deliberação poderá ocorrer com qualquer número de presentes.
Segundo o secretário-geral do sindicato, Santino Cândido Meira, a categoria pretende reivindicar reajuste salarial, manutenção dos benefícios, melhoria da jornada, melhores condições de trabalho e mais segurança.
Santino informou que o sindicato não recebeu reclamações de atrasos no pagamento de salários ou benefícios. A entidade, porém, acompanha as condições de trabalho para garantir que os direitos da categoria sejam respeitados durante a intervenção e também por uma eventual empresa que assuma o transporte coletivo.
“Numa eventual venda, certamente vamos nos sentar com os novos proprietários e buscar tranquilidade para que os trabalhadores desempenhem suas funções”, afirmou o secretário-geral.
Na assembleia, os trabalhadores também decidirão se concedem à diretoria do sindicato poderes para conduzir as negociações e celebrar a nova convenção coletiva. Caso as tratativas não avancem, a entidade poderá instaurar dissídio coletivo de trabalho.
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