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Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

16/09/2017 13:06

Polícia procura por principal suspeito de matar jovem de 18 anos

Izabela Sanchez e Renata Volpe
O corpo de Mayara sendo levado do local do crime pela a funerária (Foto: Direto das Ruas)O corpo de Mayara sendo levado do local do crime pela a funerária (Foto: Direto das Ruas)

O suspeito de assassinar Mayara Fontoura Holsback, 18, morta a golpes de objeto cortante na própria cama na noite de sexta-feira (15), é procurado pela polícia de Mato Grosso do Sul. A reportagem recebeu a informação na Deam (Delegacia Especializada do Atendimento à Mulher), onde o caso foi registrado e são investigados feminicídios.

Segundo amigos e familiares, o principal suspeito é o ex-marido de Mayara. Amigos relataram que ela e a família recebiam ameaçadas do ex-companheiro, que estava preso. Na rua onde ela morava, vizinhos contaram que ele teria saído da cadeia recentemente. 

O local do crime tem indícios de feminicídio, como onde ela foi morta, na própria cama e a violência empregada pelo assassino. O autor do crime também teria cortado a cerca elétrica da casa onde a vítima vivia com o irmão e há indício de que ele teria utilizado uma tesoura para golpeá-la. O irmão da vítima não estava na casa no momento do crime.

O caso - Mayara Fontoura Holsback, 18, foi assassinada na noite desta sexta-feira à golpes de "arma branca" - o objeto ainda não foi confirmado - na casa onde morava no bairro Jardim Universitário, em Campo Grande.

Um casal que vive na mesma rua onde o crime ocorreu afirma que a polícia "rondou" a quadra porque o suspeito teria jogado a arma utilizada em um terreno baldio, que teria sido encontrada pela polícia, segundo relataram.

Feminicídio - Feminicídio é o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher. Suas motivações mais usuais são o ódio, o desprezo ou o sentimento de perda do controle e da propriedade sobre as mulheres, comuns em sociedades marcadas pela associação de papéis discriminatórios ao feminino. A qualificação do crime, por razão de gênero, foi sancionado apenas em 2015, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

*Matéria alterada às 13h57 para correção de informações.




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