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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

17/12/2015 12:30

Polícia vai esperar laudos para apontar culpado por morte de bebê em parto

Luana Rodrigues
Mãe foi levada para o hospital após parto trágico. (Foto: Simão Nogueira)Mãe foi levada para o hospital após parto trágico. (Foto: Simão Nogueira)

O delegado Gomides Ferreira, da Polícia Civil e responsável por investigar a morte de um bebê durante parto em casa, disse que vai esperar o resultado dos laudos periciais para apontar se há um culpado pela morte. A criança morreu na manhã desta segunda-feira(14), no bairro Taquarussu, em Campo Grande. O inquérito sobre o caso será instaurado na tarde de hoje(17).

De acordo com o delegado Gomides Ferreira, laudos periciais irão apontar as circunstâncias que levaram a morte do bebê e a partir daí, quem foi o responsável. "A gente precisa saber primeiro o que realmente aconteceu, pelo que eu pude avaliar até agora, não houve intenção de matar, parece que ouve uma falha de alguém, atendimento inadequado, e é isso que precisamos confirmar", explicou.

O delegado informou que irá ouvir todas as pessoas que participaram do parto, e outros envolvidos na situação. Entre elas a mãe da bebê, Priscila Dias Domingues de Sá, 32 anos; o pai, que não teve o nome revelado; e uma enfermeira, que teria colaborado com o nascimento.

Há também a informação da participação de uma Doula - que é uma assistente de parto, com ou sem formação médica, que acompanha a gestante durante o período da gestação até os primeiros meses após o parto, com foco no bem estar da mulher - que também será ouvida pela polícia.

O caso - O atendimento à menina começou por volta das 10h. Segundo o soldado Daniel Santos, a criança estava com parada cardiorrespiratória. As manobras para reanimação foram feitas por cerca de 40 minutos, mas sem sucesso.

Priscila Dias Domingues de Sá, 32 anos, mãe do bebê, foi levada para o HR (Hospital Regional) Rosa Pedrossian. Ela saiu da residência envolta em manta térmica e estava em estado de choque.

Na casa, reinava o clima de consternação entre vizinhos e familiares. Uma vizinha conta que os gritos começaram à meia-noite. “Eram gritos de terror. Ela gritava desesperada”, diz a mulher de 47 anos, que não quis se identificar para a reportagem. A vizinha mora no mesmo terreno da residência da gestante.

Bastante nervosa, a mãe de Priscila relatou que a filha tem plano de saúde e foi convencida pela médica a fazer parto normal. Ela já tem dois filhos, com histórico de parto complicados. O plano inicial era fazer em um hospital, mas a gestante optou pelo nascimento em casa.

“Chamaram uma senhora para acompanhar. Durante toda a gravidez tentei convencer ela de ir para o hospital, mas não mudou de ideia. Sabia que alguma coisa ia acontecer, não precisava disso”, diz a mulher, que também não deu o nome.
Os registros mostram que o pré-natal foi feito corretamente. A ocorrência foi atendida pelos bombeiros e Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).



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