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Capital

Por falta de verba, prefeitura desiste de tornar mão única rua de curva estreita

Por Bruno Chaves | 01/12/2013 08:45
Até R$ 50 mil seriam suficientes para modificar tráfego na região, mas prefeitura não conseguiu verbas (Foto: Cleber Gellio)
Até R$ 50 mil seriam suficientes para modificar tráfego na região, mas prefeitura não conseguiu verbas (Foto: Cleber Gellio)

A falta de dinheiro é a justificativa da Prefeitura de Campo Grande para não tornar mão única a Rua Felipe Camarão, no Parque Dallas. A administração desistiu do projeto esse ano. Conhecida por sua curva estreita, a via é alvo frequente de acidentes, apelos, protestos e reclamações.

A promessa por uma solução para o problema foi feita no dia 2 de setembro deste ano pelo secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), Semy Ferraz.

Na época, o compromisso era de oficializar mão única na rua que liga as avenidas Três Barras e Interlagos até o final de outubro. No entanto, devido as dificuldades orçamentárias da Capital, o trecho continuará do jeito que está por tempo indeterminado.

“Para implantarmos mão única na Felipe Camarão temos que pavimentar cerca de 200 metros de uma rua lateral que servirá como alternativa. Não conseguimos viabilizar recursos e isso ficará só para o ano que vem”, revelou Semy.

O secretário ainda lembrou que o projeto que torna a rua mão única está pronto na Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) desde setembro, sendo que o assunto começou a ser discutido em agosto.

“A Agetran preparou o projeto, mas não tinha orçamento para a execução. A prefeitura também não tem esse dinheiro”, lamentou.

Em entrevista anterior ao Campo Grande News, Semy havia revelado que o custo com a pavimentação da via paralela, que faria sentido contrário a Rua Felipe Camarão, ficaria entre R$ 40 e R$ 50 mil.

Para explanar as dificuldades do Executivo Municipal em conseguir verbas para projetos, o secretário ainda lembrou que desde o início da gestão do prefeito Alcides Bernal (PP) apenas dois projetos de suplementação foram aprovados pela Câmara Municipal.

Enquanto a prefeitura não viabiliza a verba para a pavimentação dos cerca de 200 metros da rua lateral a curva estreita da Felipe Camarão, moradores e motoristas que passam pelo local devem conviver com a atenção redobrada.

“De lá para cá nada mudou. Continua tudo da mesma forma e com acidentes todas as semanas”, reclamou a aposentada e estudante de Direito Sônia Cristina Lima Pires, 51 anos, que mora ao lado da curva.

Apesar de curva estreita, rua continuará mão dupla por tempo indeterminado (Foto: Cleber Gellio)
Apesar de curva estreita, rua continuará mão dupla por tempo indeterminado (Foto: Cleber Gellio)
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