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Capital

Prefeito diz que só obra de 80 milhões de dólares vai acabar com alagamento

Pela segunda vez em 3 meses, enxurrada levou o asfalto na rotatória da Euler de Azevedo com a Ernesto Geisel.

Por Ângela Kempfer e Guilherme Henri | 26/02/2019 14:13
Trabalhadores tiram entulho para desobstruir rotatória.  (Foto: Kisie Ainoã)
Trabalhadores tiram entulho para desobstruir rotatória. (Foto: Kisie Ainoã)

Pela segunda vez nem três meses, a enxurrada levou o asfalto da rotatória que liga as avenidas Euler de Azevedo e Rachid Neder. Em novembro do ano passado, temporal provocou os mesmos danos no local. Neste momento, 3 tratores da prefeitura e 4 caminhões da Engepar, empresa que trabalha nas obras do projeto Reviva Campo Grande, estão no trecho para retirar os blocos que se soltaram.

Cerca de 10 trabalhadores fazem a remoção do entulho. O prefeito Marquinhos Trad acompanha o serviço na região e diz que em toda a cidade, 140 homens trabalham nos reparos.

Como não é possível passar com veículos, a Agetran interditou o tráfego há cerca de 30 minutos. Agora as máquinas trabalham para desobstruir o local. Mais cedo, o lugar virou um rio, como costuma ocorrer sempre em dias de temporal. A água arrancou o asfalto e os operários já fizeram montes de destroços para encher os caminhões e liberar o trânsito. Apesar do transtorno, o fluxo de veículos é tranquilo.

Segundo o prefeito Marquinhos Trad, esse foi o ponto mais atingido em Campo Grande, com maior prejuízo. "Na Bahia e na Via Park foi só o volume de água que assustou", comenta. Já na Euler de Azevedo será necessário trocar a massa asfáltica completamente na rotatória. 

Prefeito Marquinhos Trad acompanha serviço na Euler de Azevedo. (Foto: Kisie Ainoã)
Prefeito Marquinhos Trad acompanha serviço na Euler de Azevedo. (Foto: Kisie Ainoã)

Investimento - Para resolver definitivamente o problema, segundo o prefeito, é preciso substituir todo o sistema de drenagem de Campo Grande, projeto avaliado em 80 milhões de dólares, diz Marquinhos. "No entanto, todas as vezes que apresentamos os projetos em órgãos como BNDES, a proposta foi negada, porque Campo Grande não estava em condições de se individar", explica.

Na quinta-feira, ele diz que tem reunião com o ministro das cidades, Alexandre Baldy. "Vou levar fotos desse ponto e pedir ajuda. Enquanto não tiver obra e for só limpeza, o problema vai continuar", sentencia.