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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

16/06/2016 12:35

Prefeitura acusa vereadores de inflamarem famílias removidas de favela

Fernanda Mathias
Diretor da Emha nega determinação para remover banheiros químicos (Foto: Alcides Neto)Diretor da Emha nega determinação para remover banheiros químicos (Foto: Alcides Neto)

Secretária-adjunta de Planejamento e Controle, Maria do Amparo, acusa vereadores de inflamarem as famílias removidas do bairro Cidade de Deus para protestarem contra a Prefeitura. Ela esteve nesta amanhã no protesto de moradores realocados no Vespasiano Martins, Teruel, Canguru e Bom Retiro, todos na saída para São Paulo.

A falta de estrutura básica é evidente. No Vespasiano Martins, visitado ontem por parlamentes, há apenas um banheiro químico sendo usado por 42 famílias. “Os vereadores vieram inflamar as pessoas, mas foi a Câmara que retardou a votação da suplementação orçamentária para construção das casas, que já deveriam estar prontas”.

Ela diz que a meta é em 80 dias erguer 324 casas para as famílias, ao custo de R$ 12 mil por unidade, mas que nesta manhã os moradores barraram a entrada de caminhão com cimento para a obra. “Estão sendo usados como massa de manobra”. Também disparou contra ONGs (Organizações Não Governamentais) que, segundo ela, estariam insuflando as famílias. “As ONGs deveriam trabalha para a dignidade humana e não para fazer massa de manobra”.

O diretor da Emha (Empresa Municipal de Habitação), Dirceu Peters, relatou que o caminhão barrado tinha 250 sacos de cimento e teve que retornar sem deixar o material. Sobre a denúncia de retirada de banheiros químicos do local, disse que não houve determinação para isso e que serão restabelecidos.

Rafaela da Silva Torres Cardoso, presidente da ONG Amor ao Próximo, relata que a entidade tem dois anos de atuação, antes sob o nome “Esquadrão da Dengue” e que há um mês trabalha com as comunidades do Vespasiano Martins e Pedro Teruel. “Duvido que o prefeito viesse passar uma noite nas casas em construção”, desafia. Segundo ela, a precariedade em que as famílias estão vem repercutindo na saúde, especialmente as mulheres com problemas de infecção urinária. Rafaela negou que a ONG tenha qualquer relação com a locação do ônibus que as famílias usariam para ir até o Paço Municipal protestar, mas que foi retido pela Guarda Municipal por documentação irregular.



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