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Capital

Prefeitura convoca diretores de hospitais para reorganizar atendimento

Após prefeito ‘sumiço’ de médicos do HU e superlotação na Santa Casa, Sesau chamou reunião

Por Anahi Zurutuza | 16/01/2017 19:56
Prefeito percorreu corredores de hospitais e enfermarias e conversou com pacientes no domingo (Foto: Richelieu de Carlo/Arquivo)
Prefeito percorreu corredores de hospitais e enfermarias e conversou com pacientes no domingo (Foto: Richelieu de Carlo/Arquivo)

Convocados pela Prefeitura de Campo Grande, diretores do Hospital Universitário e da Santa Casa se reúnem com representantes da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) na manhã desta terça-feira (17) para debater problemas identificados pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) durante visita surpresa na manhã de domingo (15). Enquanto o maior hospital do Estado estava sobrecarregado, médicos plantonistas não foram encontrados no HU.

O prefeito, o secretário de Saúde, Marcelo Vilela, e a secretária-adjunta de Saúde, Andressa De Lucca Bento, foram primeiro à Santa Casa e o prefeito questionou o porquê da lotação. Médicos do hospital revelaram que o HU estava recebendo pacientes com “trauma leve”.

Marquinhos seguiu até a unidade hospitalar anexa à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e também encontrou os corredores lotados, mas as cinco salas da ala de ortopedia estavam vazias e nenhum médico prestava atendimento no horário do almoço.

Segundo a Sesau, “a situação fere um acordo de 2012, que definiu o Hospital Universitário como um dos responsáveis pelo atendimento de trauma leve em Campo Grande”.

A direção do HU informou, nesta segunda-feira (16), que o médico plantonista da ortopedia não foi localizado porque estava almoçando. Pelo menos esta foi a justificativa dada pelo profissional à superintendência, que abriu sindicância para apurar o caso.

A escala de fim de semana previa um médico e um residente de plantão, segundo a direção do HU, e no domingo mesmo, a diretora técnica Ana Lúcia Lyrio de Oliveira garantiu que tomaria as providências, porque os profissionais não poderiam se ausentar ao mesmo tempo. “Se um sair o outro tem que ficar", disse à reportagem no domingo.

Santa Casa – O reflexo do fim de semana de superlotação continuou a ser sentido nesta segunda-feira na Santa Casa. Pela manhã, 30 pacientes da ala de ortopedia aguardavam para passar por cirurgia. À tarde, 25 ainda esperavam para serem operados.

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