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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

28/11/2011 13:18

Prefeitura deve transferir dinheiro do PAC para conter erosão no Nova Lima

Wendell Reis
Solução foi anunciada durante audiência realizada na Câmara Municipal (Foto: João Garrigó)Solução foi anunciada durante audiência realizada na Câmara Municipal (Foto: João Garrigó)

O secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação, João Antônio De Marco, informou na manhã desta segunda-feira (28), durante audiência pública na Câmara Municipal, que a Prefeitura deve transferir dinheiro do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) para resolver o problema de erosão no bairro Nova Lima.

De Marco explica que o PAC 2 já tem R$ 140 milhões reservados a Capital para obras no Anhanduí, Balsamo e Cabaça/Areias. Entretanto, como saída para o problema do Nova Lima, a pedido do prefeito Nelson Trad Filho (PMDB), o secretário estuda a possibilidade de emagrecer o projeto, excluindo a pavimentação de ruas próximas ao córrego Segredo para resolver o problema que demanda de R$ 5 milhões.

O secretário acredita que deve fazer o estudo e apresentar a transferência a Caixa Econômica Federal até o dia 15 de dezembro. Entretanto, a obra que inclui pavimentação, drenagem e tubulação adequada com câmara de amortecimento de velocidade de água deve demorar, com tempo bom, sem chuva, pelo menos quatro meses.

A audiência realizada nesta manhã contou com a presença de moradores e representantes da região do Nova Lima, que cobraram uma solução para o problema. A dona de casa Maria Brandina Henrique reclamou da difícil condição que vive os moradores, com poeira e barro. Ela disse que foi a Câmara com o desejo de que o poder público olhe pelos moradores, dando uma resposta verdadeira ao problema.

O vereador Marcelo Bluma (PV) explicou que a região do Nova Lima é bastante frágil, com facilidade para erosão, o que demanda de um planejamento eficiente para os novos loteamentos e projetos, evitando novos problemas. Já a vereadora Thaís Helena (PT) criticou a falta de prevenção, que culminou com a erosão. Ela também criticou o que chamou de “diferença no tratamento”, lembrando que na obra da Via Parque foram acionados mais de 30 funcionários, contra sete nas obras do Nova Lima.

A vereadora pediu prioridade na resolução do problema e chegou a lembrar do ex-prefeito, André Puccinelli (PMDB). Ela se recordou das divergências com o antigo prefeito e disse que tem que admitir que ele resolveu problemas da avenida Fernando Corrêa da Costa e da Mata do Jacinto, sem ficar “empurrando”.

O presidente do Conselho Regional da Região do Segredo, Passini Brites Catarineli, reconheceu que há uma burocracia para resolver o problema, mas disse que a população quer resultado, alegando que não adianta falar que o Governo Federal não libera dinheiro, pois a população paga impostos: “Outros prefeitos não esperaram do Governo Federal para resolver os problemas da comunidade”, criticou.

O secretário De Marco ressaltou que o problema está na falta de recurso e não de projeto, afirmando que a Capital ainda aguarda R$ 2 milhões de obras no Cidade Morena, R$ 3,5 milhões da Via Morena e R$ 1,5 milhão do bairro Nashville, que foram solicitados, mas não chegaram aos cofres. De Marco também lembra que o problema no bairro Nova Lima é recorrente e que todo ano a prefeitura realiza obras de contensão na região.



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