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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

15/08/2018 13:12

Prefeitura enfrenta revolta contra ponto eletrônico nas unidades de saúde

Receio é que médicos deixem o serviço público, uma semana após notícia de vandalismo em máquinas que controla a frequência

Mayara Bueno
Pacientes na frente da UPA do Coronel Antonino, uma das unidades com ponto estragado. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo).Pacientes na frente da UPA do Coronel Antonino, uma das unidades com ponto estragado. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo).

A prefeitura de Campo Grande enfrenta revolta contra o ponto eletrônico nos postos de saúde da Capital. Semana passada, foi noticiado estrago feito nos equipamentos de controle de frequência de pelo menos cinco unidades na cidade. Agora, o receio é que os profissionais descontentes com o regime peçam demissão.

Por meio da assessoria, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) afirma que não há qualquer informação oficial sobre o assunto, mas reconhece que a exigência do ponto eletrônico possa gerar consequências.

A dificuldade hoje, afirma, é que pelo menos 60% dos 1,1 mil médicos são temporários, ou seja, podem ser demitidos ou se demitirem a qualquer tempo. Por isso mesmo, a intenção é fazer um concurso público até o fim do ano para contratação de médicos e outros profissionais de saúde.

Ainda conforme a secretaria, o município vai esperar "bom senso" da categoria e esclarece que a instalação dos pontos eletrônicos foi uma exigência da Justiça, após ação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). 

Vale lembrar que a decisão se estende para todos profissionais de saúde e de outros serviços dentro dos postos, mas a resistência seria principalmente de médicos que atuam em regime ambulatorial.

O presidente do Sindicato dos Médicos de Campo Grande, Flávio de Freitas Barbosa, disse que marcou uma assembleia com os médicos para quinta-feira (dia 16), às 19 horas.

O intuito é orientar os profissionais sobre a exigência judicial. "Vou dizer que é preciso cumprir o ponto eletrônico". Aqueles que não conseguirem ou não quiserem cumprir, acrescenta, "não tem o que ser feito", caso optem por se demitir.

Flávio afirma que o principal ponto de resistência é com os médicos que cumprem jornada de trabalho nos ambulatórios, porque "é quem atua em consultas agendadas". "80% deles não consegue cumprir todo horário. Se [o médico] tem 15 [pacientes] no dia, ele vai para lá de manhã, atende todos e vai. O que sempre aconteceu".

Segundo o dirigente, a insatisfação esbarra na condição de trabalho. Com remuneração não muito atrativa, muitos profissionais podem deixar mesmo o Poder Público. "Já há médicos saindo, porque não é atrativo trabalhar ali".

Equipamento de controle de frequência na UPA do Coronel Antonino, depois que foi danificado. (Foto: Divulgação/Sesau).Equipamento de controle de frequência na UPA do Coronel Antonino, depois que foi danificado. (Foto: Divulgação/Sesau).

Pontos quebrados - Semana passada, a prefeitura identificou cinco pontos eletrônicos danificados. Dois no CEM (Centro de Especialidades Médicas), um no CRS (Centro Regional de Saúde) da Cophavila e nas Upas (Unidades de Pronto Atendimento) do Leblon e do Coronel Antonino.

Dois do Centro de Especialidades estão com a Polícia Civil para perícia e o restante na secretaria de Saúde, que verifica se os equipamentos ainda podem ser utilizados após conserto.

Em todos os casos, as máquinas apareceram com alguns danos nas telas e outros dispositivos. Os pontos começaram a funcionar no início de agosto, após determinação da Justiça.



"exigência judicial"?. "Vou dizer que é preciso cumprir o ponto eletrônico"? que coisa mais ridícula. então não tenho coragem de dizer que a ordem foi minha e vou botar a culpa num juiz? palhaçada é o nome disso. querem é ganhar sem trabalhar como um monte de gente por ai e quando não conseguem ficam fazendo beicinho. parecem crianças. DUVIDO se os profissionais sérios estão reclamando de alguma coisa, só os golpistas vândalos não querem os pontos funcionando. Na hora de fazerem greve para exigir seus direitos são verdadeiros leões mas para cumprir sua obrigações são lobos.
 
Alex André de Souza em 15/08/2018 16:11:19
Quem faz isto não é profissional. É vãndalo, bandido, deveriam investigar e prender estes bandidos de jaleco branco. Qaunto ao prejuizo, deveriam ratear entre os funcionarios pois com certeza alguem sabe ou viu o vagabundo fazendo isto e se é cumplice por omissão.
É o meu dinheiro que ajudou a comprar estes equipamento e eu quero respeito com ele, e estes canalhas não devem pedir demissão...devem ser presos e obrigados a pagar o prejuizo. Só no Brasil mesmo pra se defender bandido. Que vergonha desse povo. Este tipo de coisa me da nojo.
 
Jose Leal Batista em 15/08/2018 14:10:08
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