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Capital

Prefeitura pede R$ 95 milhões emprestados para terminar escolas e lançar obras

Obras serão nas áreas de educação, saúde, assistência social, infraestrutura e lazer

Por Caroline Maldonado | 29/09/2021 09:49
Obra da Prefeitura de Campo Grande. (Foto: Divulgação/Prefeitura)
Obra da Prefeitura de Campo Grande. (Foto: Divulgação/Prefeitura)

Com a instabilidade em repasses federais, a Prefeitura de Campo Grande vai pedir emprestado R$ 95 milhões para novas obras e para retomada de obras inacabadas, nas áreas de educação, saúde, assistência social, infraestrutura e lazer. O Governo Federal deixou de repassar R$ 9 milhões, até agora.

O contrato será assinado em outubro e a previsão é de início dos serviços no primeiro semestre de 2022. Os custos não são poucos, porque muitas obras estão paradas há anos, então, terão que ser refeitas partes que foram depredadas.

Obras - Do total, R$ 15 milhões serão para a retomada e conclusão das obras de escola na Vila Natália e sete escolas de educação infantil, que ficam no Jardim Anache, São Conrado, Inapolis, Vila Nasser, Oliveira III, Talismã e Radialista.

Quando todas as escolas estiverem prontas, serão abertas 1.750 vagas na rede municipal de ensino. Também será restaurado e reformado o antigo prédio da Escola Isauro Bento, no Distrito de Anhanduí.

Com R$ 4 milhões será construído um Cras (Centro Referência Especializado de Assistência Social), enquanto R$ 16 milhões vão para construção de 220 moradias para o reassentamento das famílias da Favela Mandela, que fica às margens do Córrego Segredo.

Serão R$ 10 milhões para a Saúde. Serão reformadas quatro UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), na Moreninha, Leblon, Universitário e Vila Almeida, e três CRS (Centros Regionais de Saúde), no Aero Rancho, Tiradentes e Nova Bahia.

Para construir e equipar a UPA Vet (Unidade de Pronto Atendimento Veterinário), no Aero Rancho, serão usados RS 2,7 milhões.

A reforma e adequação de áreas públicas, como as praças do Rádio Clube, Aquidauana, Horto Florestal, espaço multiuso do Guanandizão e implantação de sete parques infantis adaptados terá R$ 20,8 milhões.

Serão direcionados R$ 27,5 milhões para obras de infraestrutura e controle de enchentes. Uma delas é um “piscinão” às margens da Avenida Rachid Neder, para reduzir a vazão do Córrego Cascudo e evitar o transbordamento do Córrego Segredo, na rotatória da Ernesto Geisel, trecho onde deságua o Cascudo, afluente do Segredo.

Recursos - Foi preciso buscar o financiamento para terminar a construção das escolas, porque o Governo Federal não tem feito de forma regular os repasses do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), previstos nos convênios, segundo o titular da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Público), Rudi Fiorese.

Alguns desses convênios foram firmados há dez anos para custear 50% do custo das unidades. Conforme a prefeitura, a falta das verbas que não vieram do Governo Federal, forçou o município a aplicar recursos próprios para terminar as seis unidades já inauguradas desde 2017.

O empréstimo, que já estava autorizado pela Câmara Municipal, recebeu o aval da ATN (Secretaria do Tesouro Nacional) do Ministério da Economia.

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