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Capital

Presos na sexta fase da Omertà vão ficar na "Supermáxima"

Unidade fechada da Gameleira, na saída para Sidrolândia, é onde os presos ficam até passar fase de risco de contrair covid

Por Marta Ferreira e Mirian Machado | 02/12/2020 14:30
Movimentação de veículos foi intensa no Garras nesta quarta-feira. (Foto: Paulo Francis)
Movimentação de veículos foi intensa no Garras nesta quarta-feira. (Foto: Paulo Francis)

Vão ser levados para presídio fechado da Gameleira, na saída para Sidrolândia, em Campo Grande, dez presos nesta quarta-feira (2) durante a sexta fase da Operação Omertá, que foi às ruas, segundo levantado, tendo como alvos pessoas atuantes no comando do jogo do bicho em Campo Grande.

Presídio mais novo na cidade, em funcionamento desde fevereiro de 2010, a unidade fechada da Gameleira é conhecida no meio do crime como “Supermáxima”, em alusão ao fato de ser considerada mais segura e onde não há registros de entrada de celular.

Segundo a reportagem apurou, os homens foram para a Gameleira pelo período de triagem para contágio da covid-19. As três mulheres foram o presídio feminino Irmã Irma Zorzi, no Bairro Coronel Antonino.

Como esse tipo de ação costuma ocorrer com decisões em sigilo, não foram divulgados nomes. Apenas que eram 17 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão.

Durante toda a manhã e até o começo da tarde, a movimentação foi intensa no Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), no Bairro Tiradentes, tanto com a chegada de equipes com presos quanto de advogados para atender clientes.

O advogado José Hamilton Rosa informou que tinha cinco clientes presos, por exemplo, segundo informou ao chegar ao Garras.

“Chefa” - Entre as presas, está Darlene Borges, apontada como “gerentona” da contravenção na cidade. O advogado dela, Marcos Radelli, negou que ela tenha ficado encarcerada e confirmou apreensão do celular.

O jogo do bicho, atacado em fase anterior da Omertà, teve as banquinhas lacradas e a prefeitura determinou a retirada das estruturas das ruas.

Agora, a ação envolveu pessoas que atuam para manter o esquema ilegal e também para tentar sufocar a estrutura. Houve busca e apreensão em empresas e imóveis, incluindo a empresa Pantanal Cap, que está sendo lacrada.

 A casa do deputado estadual Jamilson Name, sem partido, também foi alvo, assim como o escritório dele, que fica ao lado da Pantanal Cap.

 Jamilson é filho de Jamil Name e irmão de Jamil Name Filho. Os dois estão presos em Mossoró, RN, desde a deflagração da primeira fase da Omertà, como chefes de milícia armada.

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