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Capital

Presos pela 2ª vez, alvos de operação negam ligação com organização criminosa

Presos assumem que conhecem alvos das fases passadas da operação e, por isso, tiveram os nomes ligados ao grupo criminoso

Kerolyn Araújo e Liniker Ribeiro | 18/06/2020 17:15
Rodrigo Corrêa do Couto. advogado de Lucas Silva Costa e Rodrigo Betzkowski de Paula Leite, presos nesta quinta-feira. (Foto: Kísie Ainoã)
Rodrigo Corrêa do Couto. advogado de Lucas Silva Costa e Rodrigo Betzkowski de Paula Leite, presos nesta quinta-feira. (Foto: Kísie Ainoã)


Dois presos durante a 3ª fase da Operação Omertà, deflagrada nesta quinta-feira (18), que também foram alvos na segunda fase da investigação, no dia 17 de março deste ano, negam envolvimento com a organização criminosa. Um deles assumiu que era ''colega eleitoral'' de um dos alvos da 1ª fase.

Segundo o advogado Rodrigo Corrêa do Couto, que defende Lucas Silva Costa e Rodrigo Betzkowski de Paula Leite, relatou que ambos negam envolvimento com a organização, mas que conhecem alvos presos nas fases passadas da operação.

Ao advogado, Lucas contou que conhece um homem que foi preso na 2ª fase da operação, que teria ligação direta com a família Name. Trabalhando como despachante, ele relatou que possui negócios relacionados a venda de veículos com esse homem e acredita que tenha tido o nome associado apenas por conhecê-lo.

Já Betzkowski relatou que na eleição de 2016 trabalhou como motorista de um candidato. Durante a campanha, ele conheceu um dos alvos da 1ª fase da operação. Como eram ''colegas eleitorais'', acredita que também tenha tido o nome relacionado apenas por conhecer essa pessoa.

Movimentação na sede do Garras nesta quinta-feira. (Foto: Kísie Ainoã)
Movimentação na sede do Garras nesta quinta-feira. (Foto: Kísie Ainoã)


Prisões -  Na segunda fase da operação, Rodrigo e o irmão, Jorge Egídio Betzowski Leite, foram presos com arsenal, na Estância Panorama, localizada na MS-010, na saída para Rochedo, em Campo Grande.

Conforme o auto de prisão em flagrante, em uma das casas da estância foram apreendidos espingarda de calibre 20, uma espingarda sem calibre, revólver calibre 38 com cinco munições intactas e uma deflagrada, revólver 22, garrucha do mesmo calibre, cento e cinquenta munições calibre 22 de origem estrangeira, dez munições calibre .40, cinco munições calibre 38, quatro munições calibre 357. Além disso, foram localizados ainda material de uso exclusivo da Polícia Civil como distintivo, carteira policial e algema.

Lucas Silva Costa, conhecido como Lukinhas, foi preso em flagrante com duas munições calibre 38 sem documentação. O mandado foi cumprido na casa dele, na Rua Israelândia, no Bairro Cidade Morena. O rapaz foi liberado após pagar fiança no valor de R$ 1.045.

Em depoimento, Lucas disse aos policiais que em data anterior foi preso com revólver calibre 38 e as munições haviam ficado em casa. Relatou ainda que adquiriu as munições e a arma de um desconhecido em posto de combustíveis, próximo a um supermercado no Bairro Moreninhas.

Operação - Para a fase 3 da Omertà foram expedidos ao menos 16 mandados de prisão preventiva, que garante que o alvo fique na cadeia por tempo indeterminado. Um deles  é contra Fahd Jamil Georges, o “Fuad”, poderoso empresário da fronteira. Ele ainda não foi localizado.

Também estão na lista novos mandados contra Jamil Name, de 80 anos, e o filho, Jamilzinho, de 42 anos, os principais alvos da Omertà desde que a força-tarefa foi deflagrada, em setembro do ano passado. Eles já estão reclusos, no Presídio Federal de Mossoró (RN).

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