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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

04/03/2016 09:00

Professores decidem por greve apenas 17 dias após início das aulas

Natalia Yahn
Aulas nas escolas da rede municipal começaram no dia 15 de fevereiro. (Foto: Marcos Ermínio / Arquivo)Aulas nas escolas da rede municipal começaram no dia 15 de fevereiro. (Foto: Marcos Ermínio / Arquivo)

Apenas 17 dias após o início das aulas nas 94 escolas da Reme (Rede Municipal de Ensino), de Campo Grande, os professores já decidiram iniciar uma greve a partir do dia 15 de março.

A decisão da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) – divulgada ontem (3) – , segue adesão nacional nacional, e por isso a greve vai acontecer durante três dias. “Para nós será greve e não paralisação, entre os dias 15 e 17 de março. Vamos fazer uma passeata, estaremos na Câmara Municipal e também teremos uma assembleia geral. A Lei Municipal n° 5.411/14 não está sendo cumprida, o professor tem que ser valorizado”, afirmou o presidente da ACP, Lucílio Souza Nobre.

O ano letivo para os 95 mil alunos das escolas municipais teve início no dia 15 de fevereiro e a greve esta marcada para acontecer apenas um mês após o começo das aulas. No ano passado a greve da categoria durou 77 dias, aconteceu entre 25 de maio e 24 de agosto. “Não queremos que chegue a este ponto de estrangulamento, com greve, passeatas. Isso prejudica todo mundo, mas até agora só os professores são prejudicados, pois não recebemos a correção do piso devido”, disse Nobre.

Ele afirmou ainda que na segunda-feira (29), a Administração Municipal sinalizou a apresentação de uma proposta em um prazo de dois dias, o que não aconteceu. “Esperamos até ontem (3), mas o prazo terminou na quarta-feira (2) para uma posição concreta. O gestor público não pode tratar nenhuma categoria desse jeito”, afirmou o presidente da ACP.

Pedido – A principal reivindicação da ACP é o pagamento do piso nacional que hoje é de R$ 1.697,37 para 20 horas semanais de trabalho – atualmente o valor é pago para 40 horas semanais. “O município estabeleceu isso. Colocar na mídia e não fazer nada não vai resolver o problema”, disse.

Os professores da Reme pedem 11,36% de reajuste relativo sobre os rendimentos mensais desse ano, além de 13,01% referente ao ano de 2015, quando o reajuste não foi oferecido para os professores, desrespeitando, segundo eles, o piso salarial da categoria estabelecido em lei municipal.

Ontem a Prefeitura de Campo Grande afirmou que não concederá o reajuste aos professores da Reme (Rede Municipal de Ensino). O anúncio foi feito durante intervalo comercial nessa noite, na TV Morena. Na propaganda, o salário médio dos professores da Capital é comparado ao pago em todo o Brasil e pela Rede Estadual. Segundo o publicado, o salário em Campo Grande é o maior de todos.

No País, o piso apresentado é R$ 2,1 mil para 40 horas de trabalhado semanal, enquanto o pago pelo Governo do Estado fica na faixa dos R$ 4,7 mil para o mesmo período. Em Campo Grande, a Reme paga R$ 5 mil para 40 horas, explica a prefeitura durante o informe.

"Campo Grande está se recuperando, mas ainda não é possível aumentar salários sem afetar outros serviços. Estamos fazendo todo o possível de ser feito", frisou o anúncio, que além da comparação salarial, usou a atual situação financeira do município como argumento para não conceder o reajuste.

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O município pode se dar ao luxo de ter em seus quadros mestres e doutores para dar as mesmas aulas daqueles com formação ensino médio? E os servidores técnicos e administrativos relegados a um segundo plano? Na minha opinião, o Sr. Prefeito e Secretários da área deveriam revogar a famigerada Lei Municipal 5.411/14 porque confunde a população com relação ao piso salarial dos professores, revisar a Lei Complementar n. 19 (estatuto do magistério) e suas alterações, mesmo porque a Câmara Municipal que aprovou essas Leis são corresponsáveis quando se vergaram à pressão dos professores. Será que o IMPCG terá dinheiro para pagar os aposentados da reme quando chegar o momento da aposentadoria (marajás)? Se sim, o restante dos servidores também querem o seu quinhão nessa divisão injusta.
 
mario hada em 04/03/2016 17:22:30
Continuando, vale lembrar que hoje é exigido graduação no ensino superior, portanto os profissionais nível médio estão em extinção representando um mínimo de profissionais, e o salário aumentaria para R$ 5.092,13. Se ainda existir a regência de classe (+ 45%) o salário do professor com formação superior passaria a R$ 7.383,59. Isso para inicio de carreira pois na medida em que o professor permanecer na função , por temporaridade o salário também sofrerá reajustes. E não é só isso, o salário base do professor que tiver uma pós-graduação é de R$ 5.601,34, com mestrado R$ 6.110,50 e com doutorado R$ 6.619,50, salários iniciais e sem o percentual por regência de classe (se ainda existir). E tem mais ...
 
mario hada em 04/03/2016 17:08:06
Acho que a administração municipal tem que levar essa discussão a público para que todo Campograndense, principalmente os pais dos alunos saibam porque seus filhos estão ficando sem aula. O valor do piso nacional dos professores para 2016 é de R$ 2.135,64 para os professores com formação nível médio e carga horária de 40 hs semanais. Conforme tabela salarial informado no site da ACP, o professor com a mesma formação e carga horária no município (PH-1) recebe R$ 3.394,74, ou seja, 1,59 vezes o valor do piso. Não sei se houve alteração, mas o estatuto dos professores da REME previa mais 45% a título de regência de classe, e nessa situação, o salário para o professor nas condições do piso nacional seria elevado a R$ 4.922,37.
 
mario hada em 04/03/2016 16:48:18
Não da para entender o Sindicato fala uma coisa, a Prefeitura outra, afinal de contas quem esta dizendo a verdade, alguém esta mentindo nesta historia
 
juvenul em 04/03/2016 11:22:01
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