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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

10/11/2014 11:13

Professores rejeitam proposta da prefeitura e mantêm paralisação

Priscilla Peres e Filipe Prado
(Foto: Marcos Ermínio)(Foto: Marcos Ermínio)

Os professores municipais rejeitaram a proposta do prefeito Gilmar Olarte (PP) de conceder o reajuste de 8,46% de forma escalonada, de outubro de 2014 até abril de 2015, sendo 1,2% ao mês. Dessa forma, a greve que completa cinco dias hoje, continua por tempo indeterminado.

Em reunião realizada nesta manhã, a maioria votou por não aceitar a proposta. De acordo com o presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Geraldo Gonçalves, será feita uma nova tentativa de acordo com o prefeito ainda nessa semana e caso não haja, a classe irá recorrer à Justiça.

"O prefeito nos disse que essa era a última proposta, mas que está aberto para discussões, por isso vamos conversar com ele mais uma vez para tentar um acordo", disse Geraldo. Os professores não aceitam o reajuste de forma fracionada e querem o aumento integral, ainda este ano.

A reunião foi suspensa, e os professores voltam a se reunir às 14h para decidir se recorrem à Justiça ainda hoje ou se esperam por mais uma proposta. "Caso o acordo não dê certo, vamos entrar na Justiça com uma liminar pedindo para que o reajuste previsto em lei, seja cumprido", afirma o presidente da ACP.

Com o reajuste da forma que foi proposta pela prefeitura, os professores iriam receber 1,2086% por mês de outubro ate abril, o que no final iria somar 8,87%. Valor maior que os 8,46% que é pedido pela categoria.

Greve - A paralisação dos professores municipais completa cinco dias hoje e de acordo com a ACP 76% dos atendimentos estão parados, sendo 61% das escolas e 15% dos Ceinfs (Centro de Educação Infantil).

Ainda de acordo com a ACP, das 94 escolas municipais 53 estão totalmente paradas e 5 parcialmente com as atividades suspensas. Entre os Ceinf são 4 parados e 1 parcialmente paralisado.

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Sr. Mario não fale o que não sabe, esse prefeito deveria é ser cassado pois não esta cumprindo a lei. que historia é essa de revogar, essa classe não esta discutindo aumento de salario e sim o restante do reajuste que foi estabelecido, restante esse que já foi adiado por muito tempo... temos que respeitar os nobres professores, pois o futuro do pais passam por eles...
 
MARCELL em 10/11/2014 15:49:51
Se existe uma Lei que obriga o Sr. Prefeito a conceder o reajuste acho que é a Municipal, aprovado pelos Srs. Vereadores, pois o PISO NACIONAL DOS PROFESSORES já está satisfeito.

Se a PMCG não tem dinheiro para arcar com o compromisso assumido, pela outra administração, o certo é encaminhar projeto de Lei revogando-a.

Já estão em greve e não abrem mão do reajuste apesar de estar mais do que comprovado que não existe, por parte da PMCG, obrigação de "integralizar o piso dos professores" pois já recebem, há muito, um salário bem maior.

Vejo que o Sr. Prefeito deixou aí uma porta aberta que eu chamaria de "saída honrosa" mas o radicalismo de parte da categoria não aceitou.

Só falta agora começar a falar em direito adquirido.
 
Mario em 10/11/2014 14:14:16
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