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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

17/10/2013 18:10

Programa é “mentiroso” e tira direitos trabalhistas, diz presidente da Fenam

Bruno Chaves
Presidente veio a Campo Grande para visita de rotina (Foto: Cleber Gellio)Presidente veio a Campo Grande para visita de rotina (Foto: Cleber Gellio)

Durante visita a Campo Grande, o presidente da Fenam (Federação Nacional dos Médicos), Geraldo Ferreira Filho, afirmou que o programa federal Mais Médicos é mentiroso, precário e que tira os direitos trabalhistas de profissionais. Geraldo defendeu que o programa “perdeu uma grande oportunidade de dar uma resposta mais definitiva para a saúde no País”.

“Pouco antes do lançamento do programa, nós nos reunimos com o governo para dar sugestões de como deveria ser suprida a falta de profissionais nas regiões precárias. Sugerimos concurso público, com carreira pública, com remuneração decente e planos de carreiras”, afirmou. No entanto, as sugestões não foram atendidas.

Para o presidente, o programa é precário porque não acaba com o problema de falta de infraestrutura nas cidades. “Entendemos que a maior dificuldade do medico trabalhar, de acordo com pesquisas, não é a questão do salário, mas a falta de resolutividade, ou seja, a falta de condições de trabalho”, explica.

O governo lançou um programa precário, com vinculo através de bolsas e simulando uma situação de ensino onde não tem professores, defende o médico. Pelo fato de o Mais Médicos ser um programa “absolutamente atemporal, por três anos”, se torna uma situação precária, já que o “indivíduo vai ter três anos de sua vida que não vai contar como tempo de serviço”.

Mentira – Geraldo ainda defendeu que o programa federal é a “maior mentira”. Ele lembrou que o governo defendeu que o Mais Médicos levaria profissionais para o interior para atender a população, além de aumentar os estudos.

“O programa diz que o médico está indo para o interior para estudar, no entanto isso é um disfarce para não pagar um salário. É prestação de serviço, não é estudo”, diz.

Interesses políticos – O lançamento do programa é entendido como uma resposta rápida do governo, mas eleitoreira, acredita Geraldo, fato que é prejudicial não só para os médicos, mas para a população.

“Se o profissional fosse um servidor público, seria uma solução mais definitiva. Médico concursado e com carreira vai se tornar um médico crítico, ele vai denunciar falta de condições de trabalho e ele vai conscientizar a população dos direitos dela. Agora, um médico bolsista que não tem instabilidade, podendo ser jogado fora a qualquer hora, é um médico mais dócil. Isso é uma agressão. É o maior retrocesso em termos de direito trabalhista”, defende.

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Existe muito cooperativismo na medicina, tudo para manter altos salários e baixa concorrência, o Governo investe altíssimo nos filhos da classe burguesa através de Universidades Públicas para não ter um retorno digno através do serviço público obrigatório, devido à desigualdade na formação educacional, onde o pobre acaba excluído em concorrência desleal. Isso tem que acabar! Médicos Estrangeiros já ou revalida para todos os médicos, inclusive os mais antigos que não se reciclaram.
 
Carlos Magno em 17/10/2013 19:47:57
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