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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

10/11/2011 21:04

Projeto social atende 1,2 mil pessoas em 16 bairros e planeja expansão

Fabiano Arruda
Meninas participam de aula de ballet na tarde desta quinta. (Foto: Simão Nogueira)Meninas participam de aula de ballet na tarde desta quinta. (Foto: Simão Nogueira)

Destinado a crianças e jovens, o projeto "Tocando em Frente" atende aproximadamente 1,2 mil pessoas em 16 bairros de Campo Grande. A sede, no bairro Parati, já fica pequena por conta da referência que o local virou para a população da região. Iniciado há dois anos, o projeto pode ser expandido.

Os alunos de regiões carentes da Capital participam de aulas de música, violão, teatro, balé, karatê, street dance e reforço escolar, bem como ginástica aeróbica e dança do ventre para as mães.

As aulas ocorrem de segunda a sábado, nos períodos matutino e vespertino, em cada um dos núcleos do projeto.

Na tarde desta quinta-feira, pelo menos 16 meninas mostravam a satisfação de participar da aula de ballet. Afinavam coreografia e ritmo, que, posteriormente, resultam em apresentações.

Ana Beatriz e Maria Fernanda, de 7 e 9 anos, respectivamente, aproveitaram o encerramento do lanche, oferecido na sede do projeto durante o dia, para fazer poses. “Fiz uma apresentação em que era uma boneca de pano. Fiquei dentro de uma mala”, conta orgulhosa Maria Fernanda, aluna da escola Maestro Heitor Villa Lobos.

Na sala de violão, as meninas Maria Eduarda e Flávia contavam das preferências na hora do lanche. “Bolo de chocolate”, responde, de pronto, Flávia, aluna de reforço escolar, street dance e teatro.

Única opção - Coordenadora do projeto, a professora Marta Lima de Oliveira destacou o sucesso do projeto numa região de periferia de Campo Grande. “Percebemos que muitos alunos não têm opção depois da aula na escola. Muitas vezes o ambiente em casa não é agradável e nós do projeto acabamos criando vínculo com as crianças”, diz.

A professora conta ainda que acaba participando da história de meninos e meninas que enfrentam situações difíceis no dia a dia. “Temos uma aluna especial, de 20 anos, que tem deficiência mental. A mãe dela diz que ela se sente muito bem em fazer ballet”, relata.

“Outra menina de 9 anos temos conhecimento que ela vive uma situação difícil em casa. Mora com o padrasto, que é usuário de drogas, é agredida e ainda sofre bullying na escola por conta da obesidade. Ela acaba ficando o dia inteiro no projeto. A mãe dela tem que vir chamar porque ela não quer ir embora”, narra, destacando que a aluna superou barreiras de timidez depois de começar a participar do projeto.

O lanche é outro atrativo, conta Marta. “Eles comem o dia inteiro”, brinca. “Suco, frutas, leite com achocolatado, chá com bolacha, pão, tem dia do sorvete, dia do pastel, dia do bolo”, enumera a professora ao comentar o cardápio oferecido.

Pequenas mostram elasticidade em aula.Pequenas mostram elasticidade em aula.
Amigas mostram afinação e elasticidade na pose para a foto.Amigas mostram afinação e elasticidade na pose para a foto.

Expansão - Um dos apoiadores do projeto, o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) compara a importância do "Tocando em Frente" a uma escola em tempo integral.

“As atividades ocupam o tempo ocioso que estas crianças poderiam ter e de repente estar na rua ou em qualquer outro lugar sem segurança ou formação”, frisa.

“Planejamos expandir o projeto para atender mais pessoas e buscar mais parcerias. Dificilmente uma criança que está aqui poderia fazer aula de ballet”, complementa o parlamentar.

A vereadora professora Rose (PSDB), idealizadora da ação, que também tem o apoio do deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB), admite que o acesso à cultura é caro e, nas regiões de periferia, o contato com as atividades se torna mais complicado.

“Com as aulas que envolvem as mães, a intenção é que a família fique cada vez mais aqui”, afirma.

Nos bairros, explica Rose, o trabalho é feito em parceria com associações de moradores e igrejas. “A única coisa que pedimos é o espaço”.

Rose lembra do caso de um menino, de sete anos, que possui glaucoma e deverá perder a visão, segundo previsão médica. O garoto participa de aulas de caratê e street dance na instituição.

Ela também enaltece a orquestra de violão formada no projeto, que conta com pelo menos 55 alunos. “A apresentação deles no aniversário de dois anos do Tocando em Frente foi maravilhosa”, comenta.

Apoiadores do projeto, vereadora professora Rose e deputado federal Reinaldo Azambuja visitam cozinha da sede.Apoiadores do projeto, vereadora professora Rose e deputado federal Reinaldo Azambuja visitam cozinha da sede.
Coordenador relata casos que a marcaram nos dois anos de projeto.Coordenador relata casos que a marcaram nos dois anos de projeto.
Meninas se reúnem para o lanche após aula de ballet.Meninas se reúnem para o lanche após aula de ballet.
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parabens rose e rinaldo por deixar o parati lindo e familiar .moro no hortencia enfrente de uma erea grande que n tem nada p as crianças brincarem rose lute para traser laser para nos esta erea fica na rua gerbera ,tem o cento comunitario vazio por favor nos ajude a credito em voce beijo rose de andreia que sempre me ajudou .
 
andreia maria mangabeira da silva em 12/01/2012 02:05:06
Estão de parabéns a Profª. Rose, Prof. Rinaldo, e o Reinaldo Azambuja pela iniciativa. O projeto está proporcionando para essas crianças uma vida saudável com a prática de esportes e cultura, com aulas de violão e reforço escolar. Possibilitando para as mães, aula de aeróbica e dança do ventre. Isso me cheira a respeito, dignidade e dever cumprido.
 
rosangela andrade em 12/11/2011 03:55:11
Parabenizo a vereadora rose pela iniciativa do projeto e o apoio do professor rinaldo e do reinado azambuja, que estão ajudando tantas crianças e adolescentes a saírem da ociosidade. Que os que criticam façam algo em prol do seu semelhante também!!!!
 
marcelo de souza em 11/11/2011 12:49:02
Parabéns a Rose, Prof. Rinaldo e o Azambuja por ajudar tantas crianças e adolescentes a sairem da ociosidade e ocupar este tempo no esporte e na cultural, que os outros principalmente os que criticam faça algo tambem.
 
jose maria em 11/11/2011 12:42:27
Projetos sociais como esse tem que ser apoiado sim, o ano inteiro, só que não pode ficar na mão de politicos para usufruir em épocas de campanhas. Estão querendo mostrar para a população que são sensiveis com a causa social na cidade principalmente nas periferias,.tem que ser encampado pela Prefeitura dando o espaço e toda a assistência que o projeto requer, isto me cheira curral eleitoral.
 
Arlindo Nardini Junior em 11/11/2011 07:33:00
Seria bom se o complexo despotivo da vila nasser recebesse esse projeto,
 
celia maria em 11/11/2011 07:14:29
Os nossos governantes precisam investir pesado na educação, principalmente na educação não formal, para que essas crianças e adolescentes não conheçam o abismo sem fim das drogas. Pensando nisso criamos o Grupo Escoteiro Mario Dilson, acessem e conheçam um pouco sobre esse projeto. http://grupoescoteiromariodilson.webnode.com.br/
 
Sidnei Garcia em 11/11/2011 03:14:35
Parabéns a todos os envolvidos nesse projeto maravilhoso.
 
jose alfredo de melo em 10/11/2011 09:22:40
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