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Capital

Protocolo contra a covid-19 será colocado em prática em até um mês

Secretaria Municipal de Saúde solicitou os medicamentos, mas Conselho Regional de Medicina ainda precisa aprovar documento

Por Maressa Mendonça | 07/07/2020 18:30
Campo-grandenses usam máscaras para caminhar no centro da cidade (Foto: Kisie Ainoã)
Campo-grandenses usam máscaras para caminhar no centro da cidade (Foto: Kisie Ainoã)


O tratamento preventivo da covid-19 poderá ser colocado em prática em Campo Grande daqui 20 dias, a contar da segunda-feira (6), quando documento elaborado por grupo de 10 médicos começou a ser analisado pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública).

Para isto ocorrer, a Prefeitura deverá comprar medicamentos como a hidroxicloroquina e a ivermectina e o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul aprovar o protocolo apresentado pelos médicos.

Nesta terça-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro informou ter enviado 10 mil comprimidos de hidroxicloroquina para Campo Grande. Eles devem chegar até amanhã, mas ainda faltam outros da lista.

O titular da Sesau, José Mauro Filho explica que a maioria dos medicamentos apresentados no protocolo não fazem parte da lista Remume (Relação Municipal de Medicamentos Essenciais) de Campo Grande e por esse motivo é necessário ter uma autorização para a compra.

“Solicitei ao Ministério da Saúde a aquisição dos medicamentos e encaminhei o protocolo ao CRM para eles ratificarem. Assim que tiver uma ratificação do Conselho Regional de Medicina para o uso desses medicamento nós vamos emitir uma nota técnica recomendando a utilização de acordo com o protocolo”.  O secretário calcula que isto ocorra entre 20 dias e um mês.

Conforme explicou, uma solicitação também foi enviada ao Laboratório Químico Farmacêutico do Exército para garantir o fornecimento dos medicamentos em grande quantidade.

Na semana passada, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) havia adiantado que daria o aval para a adoção do tratamento preventivo da covid-19 em Campo Grande e hoje o secretário reforçou os passos que precisam ser seguidos para esta adesão.

“Para eu adotar isso com uma política de saúde pública eu tenho que ter esse cuidado. É uma certeza que o prefeito autorizou a compra, a aquisição e isso vai ser feito. Eu preciso agora transformar essa solicitação em uma possibilidade legal baseada em consenso”, finalizou.

Medicamentos recomendados em protocolo contra a covid-19 (Foto: Montagem)
Medicamentos recomendados em protocolo contra a covid-19 (Foto: Montagem)

Em linhas gerais, o protocolo prevê a utilização de medicamentos como hidroxicloroquina até o 5º dia do início dos sintomas, além do uso preventivo para profissionais de saúde, segurança e outros com risco maior de exposição à doença.

Todos mediantes termo de consentimento ou recusa por parte dos pacientes.

Além da hidroxicloroquina, o protocolo prevê o uso de Azitromicina 500mg ou Claritromicina 500mg, Sulfato de Zinco 110 mg, a Ivermectina 6mg e a Vitamina D3 como medicamento adicional.

A Hidroxicloroquina é a polêmica substância originalmente usada para combater doenças como lúpus e que já gerou debates no mundo todo; A  Azitromicina é um antibiótico usado em larga escala para infecções de trato respiratório; Ivermectina é voltado ao tratamento de verminoses.

O médico Sandro Benites, um dos defensores do uso do protocolo e integrante do grupo dos profissionais que apresentaram o documento à Prefeitura, confirma não existir “remédio milagroso” ou a “pessoa que vai resolver todos os problemas”, mas reforça que as orientações são baseadas em experiências de sucesso “de médicos que resolveram ousar dentro de uma pandemia”.

Benites comentou que o vírus só chegou em Campo Grande após se espalhar por outras capitais como Rio de Janeiro, São Paulo e o Distrito Federal e esse tempo foi suficiente para eles assimilarem as experiências positivas na utilização desses medicamentos.

“Começou uma dor de garganta, uma febre não espera chegar a falta de ar. Existe tratamento para o início dos sintomas”, declarou, reforçando a necessidade de adotar também “um tratamento preventivo para os profissionais da saúde e para os pacientes que tiveram contato com pessoas coronavírus. É só seguir os protocolos”, finalizou.

Independente da utilização dos protocolo, os médicos responsáveis pelo documento reforçam que ele não exclui a necessidade de se manter cuidados de higiene, com uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), máscaras, além do distanciamento social.