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Capital

Provas fracas não “justificam” execução de entregador, diz delegado

Defesa apresentou conversas ente os colegas de trabalho, mas para delegado, motivos não são razoáveis

Por Clayton Neves e Bruna Marques | 20/08/2020 12:04
Bruno se aproximou da vítima já caída e deu último disparo na direção da cabeça. (Foto: Reprodução/Vídeo)
Bruno se aproximou da vítima já caída e deu último disparo na direção da cabeça. (Foto: Reprodução/Vídeo)

Fracas, provas apresentadas até o momento pela defesa de Bruno César de Carvalho, de 24 anos, não “justificam” execução a tiros do colega de trabalho e também motoentregador, Emerson Salles Silva, 33 anos, é o que analisa o delegado responsável pelo caso, Mikail Farias, da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.

Em depoimento, Bruno disse que era ameaçado pela vítima e apresentou mensagens trocadas com Emerson dias antes do crime, no entanto, para o delegado, o motivo apresentado não explica a execução à queima-roupa.

 “Justificar um homicídio é difícil, tem que ter um motivo muito forte. O que eu vi na discussão que eles tiveram pelo WhatsApp não era motivo nenhum para cometer o homicídio. Era uma discussão normal de colegas de trabalho”, afirma o delegado.

O Campo Grande News solicitou o conteúdo das mensagens para a defesa de Bruno e foi informado de que as conversas serão divulgadas em outro momento.

Foram dois dias de discussão por telefone até que na última quinta-feira (13) o suspeito voltou ao local de trabalho, onde foi agredido pela vítima. Imagens de câmeras de segurança mostram que após a briga, Bruno pega o revólver e atira duas vezes a curta distância na direção do colega de trabalho.

“Eu tenho que agir com os fatos e os fatos mostram que ele executou o Emerson. Está no vídeo. Agora o que levou ele a fazer isso só ele sabe. Pelo o que eu tenho hoje, pra mim aquilo não é motivo”, analisa Mikail Farias. .

Bruno andava armado há pelo menos cinco meses, sob alegação de que usava o revólver calibre 32 para se defender da criminalidade, já que trabalhava a noite.

O motoentregador se apresentou à polícia na terça-feira (18) e entregou a arma do crime. Ele foi ouvido e liberado, mas voltou a se entregar ontem (19), depois de ter pedido de prisão preventiva ser decretada pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que entendeu que ele deveria ficar preso pelo crime que cometeu.

O caso - Bruno era procurado desde a última quinta-feira (13) quando matou Emerson a tiros numa lanchonete localizada na Avenida Mato Grosso, na região central de Campo Grande. O crime foi flagrado por câmeras de segurança.

À polícia, Bruno relatou que já havia se desentendido com a vítima anteriormente e que atirou no "calor do momento".



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