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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

23/08/2016 15:16

Quadrilha que furtava bancos era financiada por presos da Máxima

Guilherme Henri e Adriano Fernandes
Membros da quadrilha que arrombava agências bancárias na Capital (Foto: Adriano Fernandes)Membros da quadrilha que arrombava agências bancárias na Capital (Foto: Adriano Fernandes)

Quadrilha que arrombou no começo deste mês uma agência do Banco Santander, na Avenida Eduardo Elias Zahran recebia ordens e era financiada por três detentos do Presídio de Segurança Máxima, de Campo Grande. Os suspeitos ainda filmavam os crimes e compartilhavam os vídeos por meio do WhatsApp.

A informação foi levantada durante investigações do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo e Resgate a Assaltos e Sequestros) que apresentou na tarde desta terça-feira (23), Leandro Chiapinoto de Souza, 27, Luiz Henrique Santos de Velazque, 18, Jonathan Paelo de Farias, 20 e Wender Daniel Cubilha Braz, 20. Eles são suspeitos de não só arrombarem a agência na Zahran, mas também de cometer crimes semelhantes em mais duas cidades do Estado.

De acordo o delegado titular, Edilson dos Santos Silva, a quadrilha foi descoberta depois que Wender foi identificado. “Na quinta-feira (18) o suspeito foi até uma agência do banco Itaú, na Capital e abriu uma conta. Porém, a ação era apenas um pretexto para que ele filmasse o banco e assim juntamente com seus comparsas conseguisse arquitetar mais um crime”, explicou o delegado.

Delegados do Garros Edilson dos Santos e Fabio Peró (Foto: Adriano Fernandes)Delegados do Garros Edilson dos Santos e Fabio Peró (Foto: Adriano Fernandes)

Depois que Wender foi identificado os policiais foram no encalço da quadrilha e conseguiram descobrir que a agência em que a conta foi aberta seria furtada no sábado (20). “Por volta das 2h, monitorávamos o banco e vimos a hora em que um Fiat Punto encostou e duas pessoas desceram. No entanto, um outro membro da quadrilha já os aguardava nos fundos da agência”, detalhou.

O motorista, que aguardava os suspeitos dentro do veículo foi preso e os outros três tentaram fugir mas, foram perseguidos e também acabaram detidos.

Filmagens – depois das prisões os policiais foram até uma residência, na Vila Nasser, apontada pelos suspeitos como um local em que os materiais usados nos crimes ficavam guardados. “Na casa encontramos inúmeras ferramentas como furadeiras, makitas, discos de cortar ferro e até luvas e jaquetas”, disse o delegado adjunto Fabio Peró, que ainda completou que uma mulher estava na casa e também acabou detida.

Materiais apreendidos eram usados pelos suspeitos para arrombar os bancos (Foto: Adriano Fernandes)Materiais apreendidos eram usados pelos suspeitos para arrombar os bancos (Foto: Adriano Fernandes)

O que chamou a atenção do adjunto é que foi comprovado o envolvimento de todos nos crimes, pois eles filmavam tudo. “Antes eles iam à agência e gravavam tudo. E depois também filmavam quando cometiam o crime capturando imagens ao cortar cofres e furar forros do teto dos locais, por exemplo. Esses vídeos eram compartilhados por eles pelo WhatsApp”, explicou o delegado, que ainda destacou que o grupo era muito bem organizado e cada um tinha seu papel determinado.

Máxima – ainda nas investigações foi comprovado o envolvimento dos presos Fábio de Jesus Barbosa Junior, Melrison da Silva, o “Carinha” e Gilbert Costa Nascimento, o “Chico”. Eles são apontados pelo Garras como mandantes e financiadores da quadrilha. “Jonathan, por exemplo, é de MT e sua passagem para Campo Grande foi custeada pelos detentos de dentro da Máxima”, revelou o delegado.

Investigações – o próximo passo, segundo o delegado Edilson é confirmar quais os outros crimes que a quadrilha cometeu. “Temos a suspeita de que eles são responsáveis por arrombarem dois cofres dos Correios, sendo um em Coxim e o outro em Sonora”, disse.

Eles serão indiciados por formação de quadrilha, receptação de veículo e roubo.



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