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Capital

Quando o fumacê passa, o recado é claro: o mosquito ainda está por perto

Ação percorre quatro bairros nesta sexta e reforça que combate à dengue começa dentro de casa

Por José Cândido | 20/03/2026 11:20

Quando o fumacê passa, o recado é claro: o mosquito ainda está por perto
Fumaça nas ruas, alerta nas casas: combate ao mosquito ganha reforço em Campo Grande. (Foto divulgação)

RESUMO

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O serviço de borrifação ultrabaixo volume, conhecido como fumacê, está sendo intensificado em quatro bairros de Campo Grande para combater o Aedes aegypti. A ação, realizada pelo Centro de Controle de Endemias Vetoriais, acontece entre 16h e 22h, período de maior atividade do mosquito.Embora o método seja eficaz contra mosquitos adultos, especialmente as fêmeas transmissoras de Dengue, Zika e Chikungunya, a população precisa manter portas e janelas abertas para maior efetividade. O serviço, no entanto, não elimina criadouros, sendo necessário combater a água parada, principal foco de proliferação do inseto.

No fim da tarde, quando o calor ainda segura o ar e as janelas começam a se abrir, um carro vai cruzar ruas de Campo Grande soltando uma névoa fina. Para muita gente, é só o fumacê. Mas o sinal é outro: o mosquito ainda está circulando — e incomodando.

Nesta sexta-feira (20), o combate ao Aedes aegypti ganha reforço em quatro bairros da Capital. As equipes do Centro de Controle de Endemias Vetoriais vão passar por Tiradentes, São Lourenço, Caiobá e São Conrado, entre 16h e 22h, no horário em que o mosquito costuma estar mais ativo.

A estratégia é conhecida: a borrifação ultrabaixo volume, o chamado fumacê, que atinge principalmente os mosquitos adultos — especialmente as fêmeas, responsáveis pela transmissão de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya.

Mas o efeito, sozinho, tem limite.

A névoa entra onde consegue — por isso a orientação é simples e direta: abrir portas e janelas. É assim que o inseticida alcança os locais onde o mosquito se esconde, dentro das casas.

Mesmo assim, o fumacê não resolve o problema na origem. Ele elimina quem está voando, mas não toca nos criadouros. Água parada continua sendo o ponto fraco da cidade.

Outro detalhe importante: a operação depende do clima. Chuva, vento forte ou neblina podem interromper o serviço, já que comprometem a eficácia da aplicação.

No fim, o carro passa, a fumaça se dissipa rápido — e fica o lembrete: o combate não acontece só na rua, mas principalmente no quintal.